O Duque e Eu



Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Série Os Bridgertons, Livro 01

   Este é o primeiro livro de uma série composta por nove volumes, que conta a história da família Bridgerton, que tem oito filhos, quatro mulheres e quatro homens. O Duque e Eu nos apresenta a Daphne, que é a filha mais velha e a quarta criança por ordem de nascimento.

   Daphne é nascida em 1792 e está sendo apresentada à sociedade há algum tempo, tendo algumas propostas de casamento rejeitadas. Ela é uma mocinha espirituosa e animada, que por ter três irmãos mais velhos, tem algumas atitudes e posicionamentos diferentes das outras moças da sua idade. A família Bridgerton mantém uma dinâmica diferente da usual na época, sendo muito carinhosa e unida. 

    Outro personagem nessa história que não pertence à essa família é o Duque Simon Basset, melhor amigo do filho mais velho, Anthony Brigerton. Os dois frequentaram à faculdade juntos e depois de alguns anos viajando, Simon está retornando à sociedade londrina. Decidido a nunca se casar, ele se une a Daphne para fugir das mães casamenteiras nos bailes, enquanto a mocinha aproveita sua atenção para tentar conhecer um pretendente que a agrade.

    Com a convivência frequente, a relação entre os dois se torna estremecida, e Daphne se vê envolvida no charme do Duque que é conhecido por sua fama de conquistador. Enquanto tenta conservar seu coração, Daphne procura entender o que aconteceu no seu passado para que ele seja tão contra o casamento.

   Essa série de livros faz parte de uma conversa que tive há anos com duas amigas minhas, e depois de tanto tempo resolvi dar uma chance a ela. Estou interessada na família e gostei muito da personagem principal, mas algumas coisas no livro me incomodaram. Algumas passagens machistas e algumas atitudes que não condiziam com o caráter montado dos personagens me chamaram a atenção, mas de uma maneira geral a leitura me distraiu e me manteve interessada para terminar o livro.

   Achei o conflito que foi colocado na parte final descabido e que a relação deles poderia ter sido melhor desenvolvida, mas fiquei curiosa também com alguns personagens secundários que fizeram uma aparição rápida nesse livro, espero que apareçam mais para frente. Outro motivo que me fez lê-lo agora, foi a série que a Netflix está produzindo baseada nesses livros.

   Pretendo continuar lendo os próximos volumes e trazê-los aqui para o blog :) E vocês, já leram essa série? Não esqueçam de comentar :)

Boa leitura!

Não conte para a mamãe

"Eu sentia segurança no amor de minha mãe. Ela deveria ter mandado ele parar. Não mandou."


Autora: Toni Maguire
 Editora: Bertrand Brasil

   Toni Maguire é uma mulher de sucesso que enfrenta um período difícil na vida de todo ser humano: a perda da mãe. Paciente terminal, sua mãe se encontra numa casa de repouso enfrentando dores e seus últimos dias de vida. Cumprindo seu papel de filha, Toni atende ao pedido da mãe e se hospeda na casa para acompanhá-la.

   Mas essa viagem se torna muito mais dolorosa, à medida que a autora e personagem principal do livro revive memórias de uma infância negligenciada e extremamente abusiva. Sofrendo abuso psicológico, físico e sexual do pai, Toni cresceu sem o apoio e proteção da mãe e dos familiares, além de vários outros adultos à sua volta que a culpabilizaram e a mantiveram numa situação abusiva.

   Esperando algum tipo de reconhecimento ou pedido de perdão da mãe, ela enfrenta memórias reprimidas e nos conta sua história, onde sofre abuso desde os seis anos de idade, isolamento de amigos e família  e inúmeras situações que deixam cicatrizes emocionais e físicas para o resto de sua vida.

   O tema do livro já é pesado por si só, mas enfrentar a realidade de que é uma história real, vivida pela própria autora, é brutal. A coragem de Toni, que não é seu nome de batismo, mas um nome escolhido para se reinventar e deixar a dor para trás, ao reviver e escrever sua história é imensa e essencial, uma vez que infelizmente o abuso e negligencia de crianças ainda é alto e muitas vezes ignorado pela sociedade.

   A minha geração, de 1990, veio de um ciclo de "se não apanha, não aprende", "criança não interrompe adulto", "criança educada não pergunta nem fala muito" e inúmeras outras frases que são danosas e transmitidas de gerações em gerações. Felizmente tem se aberto mais o debate para proteção à criança e mudança de padrões, mas esse comportamento ainda é muito reproduzido.

    É essencial recordar que crianças são seres humanos que estão se formando e recebendo suas primeiras impressões e aprendendo a lidar com o mundo durante a infância. O modo como são tratadas pelos pais e pela sociedade nesse período molda sua forma de ver o mundo, muitas vezes de forma irreversível. 

    A leitura desse livro foi muito difícil para mim, por vários motivos. Comprei-o há alguns anos e sempre esteve à minha vista na estante, mas nunca conseguia pegá-lo para ler. Como esperava, foi uma leitura difícil e dolorosa, mas acho que precisamos desse choque de realidade, pois mesmo que a situação não seja tão extrema quanto a de Toni, precisamos refletir sobre como nossas ações afetam ao próximo, e o que fazer para que não tenhamos mais Tonis sofrendo pelo mundo.

A Fantástica Fábrica de Chocolate



Autor: Roald Dahl
Editora: Martins Fontes

   Como uma brasileira nascida na década de 90, eu assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate diversas vezes no SBT e também vi o remake que saiu anos depois. A história sobre uma fábrica mágica que é comandada por um chocolateiro excêntrico marcou várias crianças e adultos. Alguns anos atrás comprei o livro no qual o filme se baseou e foi o primeiro livro que li neste ano de 2020.

    A história começa apresentando a família de Charlie Bucket. Filho único em uma casa onde convive com a extrema pobreza, ele divide um quarto com colchões no chão com seus pais enquanto seus quatro avós dividem uma cama no outro quarto, e suas refeições se baseiam em pão, batata e principalmente, repolho.

Charlie Bucket (ilustração do livro)

   Apesar da vida difícil, Charlie é um menino muito bondoso e preocupado com seus familiares, que o amam muito. Eles se reúnem todas as noites para meia hora de conversa, e as histórias maravilhosas que seu avô conta sobre a fábrica de Chocolate e o Sr. Wonka, seu excêntrico proprietário, atiçam sua curiosidade. 

    A fábrica se localiza próximo à casa do menino, no seu caminho para a escola, e todo dia o menino sente o delicioso cheiro de chocolate no ar. Devido às condições de sua família, Charlie só come uma barra de chocolate por ano, seu presente de aniversário, e sonha com todas as guloseimas que são produzidas lá. 

    Fechada há muitos anos, não se vê entrando nem saindo pessoas da fábrica, somente os caminhões que carregam o delicioso chocolate e outras maravilhas para o mundo todo,  o que aumenta mais ainda a curiosidade de todos sobre o que se passa lá dentro. Um belo dia, o Sr. Wonka lança cinco cupons dourados pelo mundo, com a promessa de uma visita à fábrica e doces para o resto da vida dos cinco visitantes. Tudo que Charlie precisa é de um cupom dourado, e seu aniversário está chegando.

Charlie e seus avós
   O livro traz crianças com grandes diferenças de criação, classe social e personalidade. Através delas o autor traz pequenas lições de moral sobre comportamento, educação e sobre como a criação e personalidade dos pais se reflete nos pequenos de certa maneira. 

    Eu gostei da leitura, foi um livro rápido e bem leve, que foi agradável de ler logo no começo do ano. Em comparação aos livros a história fica um pouco apagada, na minha opinião. O Sr. Wonka dos livros é muito mais excêntrico e tem uma vivacidade que não consegui visualizar no personagem do livro. As músicas das versões cinematográficas e os belos cenários também fazem um ótimo trabalho em animar e trazer a fábrica à vida.

    De maneira geral gostei do livro e acho muito indicado para o público jovem, por ser curto e ter ilustrações divertidas. O traço dos personagens é muito fofo e ajuda na hora de imaginar o que está acontecendo na leitura. 

    E vocês, já leram esse livro ou viram os filmes? Não esqueçam de comentar! E que 2020 seja um ótimo ano para todos nós <3

Boa leitura!
  
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