Maratona Literária de Inverno 2020 - Booktubatona (Primeira semana)



20 de Junho a 04 de Julho

   Voltei aqui para falar das leituras que fiz na primeira semana da Maratona :)

   Estou muito feliz de ter conseguido cumprir minhas metas para essa semana e ainda ler um pouco mais. Foram dois livros bem pesados e algumas leituras mais leves. Resolvi fazer total de páginas só no final para não me colocar pressão. 


Amazon

Amazon



Amazon

*Comprando nos links acima você ajuda o blog com uma pequena porcentagem da compra, sem aumentar o valor para você :)


#01 (20/06)
         Li de 152 a 400 páginas e terminei o livro - Indesejadas, de Kristina Ohlsson
         Li 1% de Aquilo que realmente importa, de C. Nan Bianchi (7 a 8%)

#02 (21/06)
         Li 21% de Aquilo que realmente importa, de C. Nan Bianchi (8 a 29%)

#03 (22/06)
         Li 18% de Aquilo que realmente importa, de C. Nan Bianchi (29 a 47%)

#04 (23/06)
        Li 50% de Aquilo que realmente importa, de C. Nan Bianchi (47 a 97%)

#05 (24/06)
        Terminei de Aquilo que realmente importa, de C. Nan Bianchi (97 a 100%)
        Li 9% As boas mulheres da China, de Xinran (de 19 a 28%)

#06 (25/06)
        Li  Fruits Basket, volumes 13, 14 e 15

#07 (26/06)
        Li 26% As boas mulheres da China, de Xinran (de 28 a 54%)

#08 (27/06)
       Terminei As boas mulheres da China, de Xinran (de 54 a 100%)

    Não tenho mais metas definidas no momento, mas pretendo ler mais ebooks ou livros físicos durante a segunda semana, e terminar Fruits Basket, que eu estou lendo desde o ano passado. E vocês, estão conseguindo ler? Não esqueçam de comentar :)

Boa leitura!

Maratona Literária de Inverno 2020 - Booktubatona #1



20 de Junho a 04 de Julho

   Olá! Vim aqui deixar registrado que estou participando da Maratona Literária de Inverno 2020, Booktubatona, organizada pelo canal Geek Freak e mais 26 canais booktubers convidados, com diversos desafios e duração de duas semanas. Para mais informações, acompanhem o twitter oficial da maratona.

    Quem já acompanha o blog há um tempo, sabe que eu adoro uma maratona literária e que participar desses eventos sempre me ajuda a ler mais. Acabo focando tanto em ler que muitas vezes não interajo com os outros participantes rs

    Assisti ao vídeo do Geek Freak introduzindo a ideia e resolvi participar. Tenho tentado ler mais para me distrair nesse tempo de pandemia e cumprir algumas metas pessoais, como não ter tantos livros físicos em casa não lidos e começar lentamente a me desapegar de alguns (que é um processo que não está sendo fácil).

   Ao contrário de outras maratonas em que faço posts diários, não sei se vou seguir esse modelo por serem 15 dias, mas vamos vendo ao longo da semana. Queria fazer esse post introdutório e falar de algumas leituras que pretendo realizar.

   Primeiro, esses são os desafios propostos pela maratona:


    Eu pretendo terminar algumas leituras que já estão em andamento, e categorizá-las após o término, e não tentar encaixar livros nesse primeiro momento. Deixo aqui a listagem de livros que pretendo ler:

- Indesejadas, de Kristina Ohlsson (estava na página 152, mas li até a 210 no dia de hoje, até as 11h);
- Aquilo que realmente importa, de C Nan Bianchi (está de graça na Amazon e estou em 7%);
- As boas mulheres da China, de Xinran (estou em 19%).

   Resolvi começar por esse livros e ver o que acontece depois :) Devo atualizar minhas leituras pelo Instagram do blog, então me sigam lá para acompanhar :) Não sei vou fazer um post aqui só no sábado que vem ou diariamente, mas pelo Facebook e Twitter vocês também conseguem acompanhar minhas leituras e postagens. 

    Deixe um comentário aqui se você está participando também e vamos ler bastante!

Aquilo que eu nunca falei


Autora: Milena Farias

    Aquilo que eu nunca falei é uma coletânea de poemas de Milena Farias, que traz escritos sobre coisas que sentimos e não expressamos, pensamentos e sentimentos presos dentro de nós. Eu comecei a ler e gostar mais de poesia de uns anos para cá, e acabei emprestando esse livro através do Kindle Unlimited.
"'por que nunca procurou uma psicóloga?'
porque eu passo todo o tempo 
tentando evitar o que me causa medo
e tenho ainda mais medo
de que me façam encará-los de propósito"
    Acredito que tenha sido o primeiro livro de poesia que li no Kindle, e me incomodou a perda da formatação. Algumas estrofes eram cortadas e às vezes eu não sabia se algum verso fazia parte de um poema anterior ou do próximo. Inclusive peço desculpas à autora se eu postar alguma citação aqui formatada erroneamente.
"Minha impaciência nunca
Me levou à lugar algum e
Ainda assim
Não sei o que fazer 
Para me acalmar"
    De toda forma, foi uma leitura bem reflexiva, e gosto da maneira como a leitura é aberta à interpretações, principalmente na poesia. Muitas vezes nos identificamos com algum verso que tem outro significado totalmente diferente para outra pessoa. 
  
    A autora mantém um site e um instagram, onde publica seus textos, e tem mais livros publicados na Amazon. Não a conheço e tive esse primeiro contato por acaso, mas fiquei interessada em ler mais dos seus poemas. 

"Torço para que

Na grande maioria dos dias
Eu consiga ser a garota 
Que acorda feliz
Às seis e meia da manhã
Por ter ganhado mais um dia
Para correr atrás dos seus sonhos"
Boa leitura!

O Devorador


Autora: Lorenza Ghinelli
Editora: Suma de Letras

   O Homem dos Sonhos carrega uma bengala e é uma figura cruel e vingativa. Denny, de 7 anos é filho de uma mãe dependente química e um pai alcoólatra, sofre bullying na escola e se sente sempre sozinho. Para sobreviver à sua realidade, ele inventa histórias e rotinas para não ter medo. E é no Homem dos Sonhos que ele encontra um amigo, pronto para vingar Denny de quem o abusa.

    Pietro, de 14 anos, é um menino com autismo que é um ótimo desenhista mas tem dificuldades para se comunicar. Quando ele se torna a única testemunha de um caso que envolve o desaparecimento de quatro meninos, ele só consegue usar o desenho para mostrar o que viu. Mas o que ele desenha é absurdo demais para ser acreditado.

    Olha, confesso que a sinopse original desse livro me deixou curiosa mas também muito confusa em como as coisas estariam interligadas e qual seria a proposta do livro. Terminei a leitura ainda com essa sensação. Várias coisas se explicaram, mas ainda me senti lendo dois livros diferentes em um.

    As histórias de Pietro e Denny se passam em décadas diferentes e tem andamentos diferentes. O livro aborda temas como bullying, abuso doméstico e as consequências das ações (ou falta delas) dos outros na vida desses dois meninos. Ao contrário de Denny, Pietro tem pais amorosos e uma estrutura familiar, mas passa por dificuldades ao se expressar e interagir com outros.

    Apesar de ter conseguido entender a história, eu senti falta de alguma coisa o livro todo. Não sei apontar exatamente o que seria, mas fiquei com a sensação de que poderia ter sido melhor desenvolvido. Vocês já leram esse livro? Não esqueçam de comentar abaixo.

Boa leitura!

O Segredo de Emma Corrigan


Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record

   Emma é assistente em uma empresa de marketing, e após uma viagem frustada de trabalho e vários golpes de azar, ela retorna para casa de avião, algo que a aterroriza. No meio de uma série de turbulências, Emma acha que vai morrer e abre sua vida para o homem que viaja na poltrona ao lado.

    Ela carrega pequenos segredos, coisas que não conta nem para a melhor amiga. Coisas sobre o trabalho, sobre o namorado perfeito (ou nem tanto assim), sobre sua família, seu corpo e sua vida. E ela conta tudo isso para o estranho que acha que nunca mais verá. Até que no dia seguinte, já estabilizada da viagem traumática, o fundador de sua empresa faz uma visita ao trabalho, e ela descobre que seus segredos estão todos com ele.

    Eu simplesmente amo esse tipo de história desencontrada. Emma é uma moça jovem, que está perdida na vida. Ela não encontrou seu rumo profissional, tem questões para resolver em família, e não se sente tão certa assim de seu relacionamento. Ou seja, uma personagem com quem muitas de nós podemos nos identificar, principalmente nesses primeiros anos saídos do colégio.

    Gostei realmente de alguns dos personagens, Lissy, sua melhor amiga, e Jemina, a menina com quem dividem o apartamento, são total opostos e trazem várias coisas engraçadas (e muitas absurdas) para a história. Além disso, engraçado e absurdo é grande parte desse livro, consegui rir bastante durante a leitura. 

    É muito interessante a forma como a autora trabalha os pequenos segredos que guardamos no dia-a-dia, alguns para não magoar quem amamos, outros porque temos vergonha de algo sobre nós, outros porque ninguém tem nada a ver com eles. Gostei da forma como o livro trabalha sobre as ramificações de quando segredos são expostos a alguém e como pequenas coisas podem mudar nossas vidas.

   Eu senti que a personagem principal evolui um pouco durante a história, mas gostaria que o arco final fosse um pouco mais desenvolvido. Senti a conclusão um pouco acelerada e destoante do restante do andamento do livro. Algumas partes, a meu ver, poderiam ser cortadas para que o final se desenvolvesse um pouco mais. Gosto muito da autora e pretendo ler mais livros dela.

   Assisti à adaptação cinematográfica e confesso que fiquei um pouco decepcionada. Não gostei da mudança no final e nem de várias atitudes de alguns personagens, além de achar que várias partes importantes foram deixadas de lado. Deixo o trailer para vocês abaixo. Já leram esse livro, viram o filme? Não esqueçam de comentar ;)


Boa leitura!

Pequenos Incêndios Por Toda Parte

"As regras existiam por um motivo: se você as seguisse, teria sucesso; se não as seguisse, talvez acabasse ateando fogo ao mundo."
Autora: Celest Ng
Editora: Intrínseca

       Shaker Heights é a comunidade perfeita para se viver. As casas tem materiais, cores e gramados padronizados. As escolas são de alta qualidade, formando jovens inteligentes e bem educados. A comunidade preza pela ordem e se orgulha de ser progressista e ligada aos bons costumes. 

     A vida da Sra. Richardson gira em torno desses conceitos. Sua família já está há três gerações na mesma casa, e Elena se orgulha de uma vida centrada, organizada, digna de um comercial de margarina. Casada com o homem que conheceu na faculdade, um bem-sucedido advogado, os dois tem quatro filhos e uma condição financeira que os permite viver com muito conforto.

    Mia Warren, por outro lado, é uma artista independente, que aluga a casa da família Richardson e se muda com sua filha adolescente, Pearl. As duas famílias acabam se envolvendo de maneiras diversas, e o choque do estilo de vida e valores dos dois lares pode mudar a vida de todos. 
"Ela não se importava, percebeu a Sra. Richardson, com o que pensavam dela. De certa forma, isso a tornava perigosa."
    É extremamente interessante ver a construção dos personagens nesse livro, pois nenhum deles é unidimensional. Todos possuem diversas facetas e muitas vezes se contradizem durante a história. Comecei a leitura levemente interessada e até um pouco entendiada com as descrições de Shaker Heights e todas as suas maravilhas, mas os personagens me cativaram de uma maneira que não consegui soltar o livro até terminá-lo.
" - Sinto dizer que não tenho  um plano - falou, erguendo o estilete. - Mas na verdade ninguém tem, não importa o que diga."
    Mia e Elena são personagens extremamente opostos. Elena se orgulha da ordem e das regras, enquanto Mia vive o momento. É interessante notar como a autora se refere a elas na maior parte do livro. Elena é Sra. Richardson, mas Mia é somente Mia. Raramente vemos seu sobrenome ligado a ela. Apesar de Mia não ser uma Sra. X, pois não tem marido, gosto de pensar nisso como uma indicação do senso de individualidade dela, e não da falta de um título. 

    Um personagem que pouco aparece é o Sr. Richardson, mas alguns momentos, em que ele se pronuncia ou aparece na história, são bastante interessantes. Além do desenrolar entre essas duas famílias, temos também uma batalha de guarda com discussões raciais e sobre o que é maternidade, que me interessou bastante. Podemos defender vários personagens sobre diferentes aspectos, e o livro todo, para mim, é uma grande discussão sobre decisões, julgamentos e morais.
"Ali ela descobriu que tudo tinha nuance, um lado não revelado ou profundidade inexploradas. Tudo merecia ser analisado com mais atenção."
    Outra questão que o livro debate também é sobre caridade / boa ações e suas intenções e motivações. Em diversos momentos a riqueza é tratada como uma superioridade inviolável e inquestionável, a ponto de alguns personagens nem pensarem em questões práticas do futuro. A ajuda aos menos favorecidos é tratada como uma obrigação moral, mas que é validada pelo merecimento. Quantas vezes não ouvimos isso na sociedade atual?
"Afinal, eles não era os mais espertos, os mais sábios, os mais atenciosos e prevenidos, os mais ricos e mais esclarecidos? Não era dever deles instruir os outros? A elite não tinha a responsabilidade de partilhar seu bem-estar com os menos afortunados?"
    Terminei essa leitura com os nervos à flor da pele. A sensação de querer mudar as coisas, de repensar várias situações do dia-a-dia e sobre como a sociedade funciona é enorme. Amo livros que mexem com os sentimentos de forma tão profunda e que me fazem refletir. Recomendo como uma leitura reflexiva, não só um suspense para saber como a história termina. Acabei o devorando em poucas horas, mas esse livro vale uma leitura vagarosa e contemplativa também. 

    Quero ver a adaptação, mas espero que consigam reproduzir as sutilezas e situações interligadas que esse livro conseguiu trazer à vida de uma forma tão delicada. E vocês, já leram Pequenos Incêndios por Toda Parte? Não esqueçam de comentar.

Boa leitura!

Minha Sombria Vanessa


GATILHO: Abuso Sexual, Pedofilia, Relacionamento Abusivo
ATENÇÃO: Esse livro é contém conteúdo para um público adulto (maiores de 18 anos)

Autora: Kate Elizabeth Russel
Editora: Intrínseca

      Vanessa Wye aparece em diversas idades nesse livro. Dos 14 aos 30 e poucos anos, o livro passa de sua adolescência à sua vida adulta, mais especificamente, de 2000 à 2017. Aos 15 anos, Vanessa é uma estudante de colégio interno muito fechada, sem amigos e distante da família. Tem interesse particular por poesia e literatura, e é no professor dessa matéria, Jacob Strane, de 42 anos, que ela encontra alguém que se interessa por seus textos e indica livros, passando de uma relação de professor-aluna para alguém que ela considera seu primeiro amor.

    A Vanessa de 2017 já enfrenta alguns problemas pessoais quando algo acontece: uma ex-aluna de Strane o acusa de abuso sexual. Mergulhada nas memórias do passado e ainda mantendo contato com o professor, Vanessa reavalia sua adolescência e seus sentimentos quanto ao relacionamento e suas consequências em sua vida. 

"Parece estranho um homem de meia-idade reparar nas roupas de uma menina. Meu pai mal sabe a diferença entre um vestido e uma saia."

    Ler esse livro foi algo pesado para mim. De cara, a autora esclarece que não é baseado nem na sua própria história nem de ninguém que conheça, mas nem por isso deixa de ser perturbadora. O livro levanta vários questionamentos (que devem ser levantados, diga-se de passagem) e aborda diversas versões para a mesma questão. Como a reação de vítimas de abuso pode ser totalmente diferente, como a visão do que é um abuso pode ser diferente. 

    Vanessa conta para quem a confronta que a história que viveu foi complicada, que ela não é sobrevivente de abuso. Mas em vários momentos ela demonstra se sentir de outra maneira. Strane é a primeira pessoa que ela sente que a viu de verdade, que diz serem iguais. Um homem inteligente, sofisticado, culto. Ao mesmo tempo em que Vanessa se sente poderosa, especial, venerada, ela se sente desconfortável, manipulada, e se questiona do que lembra e do que sente.

"Fico sem ar ao pensar em como estou perto de um grave passo em falso. Uma única reação errada poderia arruinar tudo."

    É muito doloroso acompanhar o processo de aliciamento pelo que passa e os abusos são muito explícitos e detalhados. A sua vida de 17 anos depois ainda é muito afetada por tudo que a protagonista passou. Se você for sobrevivente, tenha cuidado a ler esse livro, pois pode trazer muitos gatilhos. Ao mesmo tempo, tive a impressão de ler algo que pode ajudar as pessoas a entenderem melhor essa questão de abuso e de como isso modifica e marca uma pessoa, além de ajudar a prevenir.

"Eu não digo, mas às vezes tenho a sensação de que é exatamente isso que ele está fazendo comigo: me desconstruindo, me montando outra vez como alguém novo."

    Diversos adultos tiveram o poder de parar esse abuso, de interferir no que estava acontecendo, e muitos viraram as costas, inventaram desculpas, priorizaram outras questões. Vanessa não tinha educação sexual, orientação familiar ou uma rede de suporte próxima. Ela não se sentia segura para confidenciar com ninguém, e se sentia envolvida em problemas toda vez que alguém se preocupava com a sua situação.

    Poderia escrever páginas e mais páginas sobre esse livro e como me afetou. Como esse tipo de coisa afeta a vida de muitas meninas reais, que sem apoio podem sofrer consequências por muitos anos. Se você passou por algo abusivo, procure ajuda. Se apoie em alguém de confiança, faça terapia, não desista de quem você é e de quem pode ser. 

    Deixo aberto a sessão de comentários e a caixa de mensagens do Facebook e do Instagram para quem quiser conversar sobre esse livro.  

"Porque se não for uma história de amor, então o que é?"

Um Coração Cheio de Estrelas


Autores: Alex Rovira e Francesc Miralles
Editora: Lua de Papel

    Michel e Erin moram em um orfanato e são melhores amigos, mas um dia Erin não acorda. Ninguém sabe o que houve, ela está em um sono profundo e nenhum médico consegue descobrir  o porque e nem como acordá-la.

    Desesperado, Michel tenta se manter próximo e encontrar uma solução, pois não pode perder Erin. Ele encontra uma senhora que o manda procurar nove tipos de amor e recortar estrelas das roupas das pessoas que o ensinarem sobre eles, para que ela possa tecer um grande coração.

    É um livro bem pequeno, com pouco mais de 100 páginas, então não dá para detalhar muito a narrativa sem dar spoilers, mas foi uma leitura leve, de acalmar o coração. Traz um tom de auto-ajuda, mas era o que eu precisava nesse momento tão complicado no mundo. 

   Michel é um menino doce e ainda traz a confiança e esperança da infância, e é com essa visão que ele procura pelos tipos de amor e aprende lições sobre o que e como amar. Gostei também que no final do livro há uma lista de citações relacionadas a cada tipo de amor.

    Recomendo para quem procura algo leve e rápido para ler, é um livro bem fofinho. 

Boa leitura!

Thirteen Chairs


Jack is a curious boy. Jack é um menino curioso.

Autor: Dave Shelton
Editora: David Fickling Books

     Na cidade de Jack há uma casa abandonada. Em um dos cômodos há uma leve luz acesa, e ele se debate entre duas opções: parte dele o manda ir embora, pois não se sabe o que pode haver lá dentro. Mas ele é um rapaz curioso, e sua curiosidade o impulsiona a descobrir o que está acontecendo. Nessa noite escura, Jack entra na casa.

    Dentro de uma sala, uma mesa com doze pessoas e um lugar vazio. Na frente de cada cadeira, uma vela acesa. Jack é convidado a entrar, e nesse momento ele conhece os participantes e descobre o que está acontecendo lá. Cada um tem sua vez, cada um conta uma história. 

    Thriteen Chairs é um livro que me chamou a atenção pela capa, sendo bem sincera. Eu sempre olhava a seção de livros estrangeiros na Saraiva (a do shopping que frequento fechou, infelizmente, além de estar tudo fechado agora) e a sinopse também me deixou curiosa. Uma amiga minha que estava comigo viu que eu estava interessada e comprou para mim <3

   O livro é composto por treze contos, e todos eles costurados por uma história central. A expectativa pelo que virá em cada história e depois dela, constrói uma atmosfera interessante, e como cada capítulo contém um conto, o leitor pode dividir a sua leitura nessas partes. Apesar de estar curiosa para saber como tudo ia terminar, eu acabei lendo devagar, uma vez que não tenho conseguido me concentrar muito. 

    Tenho apreciado mais os contos com o passar dos anos, na adolescência achava insuportável não ter mais desenvolvimento ou muitas vezes desfecho nessas curtas histórias. Gostei de todos que foram contados, uns mais que os outros, mas de forma geral achei que o livro valeu a pena e foi uma leitura que me motivou a continuar lendo até o final.

    Infelizmente não vi edição brasileira deste livro, mas vocês podem encontrá-lo em lojas virtuais. Alguém aqui já o leu? Deixem seus comentários abaixo :)

Boa leitura!

O Duque e Eu



Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Série Os Bridgertons, Livro 01

   Este é o primeiro livro de uma série composta por nove volumes, que conta a história da família Bridgerton, que tem oito filhos, quatro mulheres e quatro homens. O Duque e Eu nos apresenta a Daphne, que é a filha mais velha e a quarta criança por ordem de nascimento.

   Daphne é nascida em 1792 e está sendo apresentada à sociedade há algum tempo, tendo algumas propostas de casamento rejeitadas. Ela é uma mocinha espirituosa e animada, que por ter três irmãos mais velhos, tem algumas atitudes e posicionamentos diferentes das outras moças da sua idade. A família Bridgerton mantém uma dinâmica diferente da usual na época, sendo muito carinhosa e unida. 

    Outro personagem nessa história que não pertence à essa família é o Duque Simon Basset, melhor amigo do filho mais velho, Anthony Brigerton. Os dois frequentaram à faculdade juntos e depois de alguns anos viajando, Simon está retornando à sociedade londrina. Decidido a nunca se casar, ele se une a Daphne para fugir das mães casamenteiras nos bailes, enquanto a mocinha aproveita sua atenção para tentar conhecer um pretendente que a agrade.

    Com a convivência frequente, a relação entre os dois se torna estremecida, e Daphne se vê envolvida no charme do Duque que é conhecido por sua fama de conquistador. Enquanto tenta conservar seu coração, Daphne procura entender o que aconteceu no seu passado para que ele seja tão contra o casamento.

   Essa série de livros faz parte de uma conversa que tive há anos com duas amigas minhas, e depois de tanto tempo resolvi dar uma chance a ela. Estou interessada na família e gostei muito da personagem principal, mas algumas coisas no livro me incomodaram. Algumas passagens machistas e algumas atitudes que não condiziam com o caráter montado dos personagens me chamaram a atenção, mas de uma maneira geral a leitura me distraiu e me manteve interessada para terminar o livro.

   Achei o conflito que foi colocado na parte final descabido e que a relação deles poderia ter sido melhor desenvolvida, mas fiquei curiosa também com alguns personagens secundários que fizeram uma aparição rápida nesse livro, espero que apareçam mais para frente. Outro motivo que me fez lê-lo agora, foi a série que a Netflix está produzindo baseada nesses livros.

   Pretendo continuar lendo os próximos volumes e trazê-los aqui para o blog :) E vocês, já leram essa série? Não esqueçam de comentar :)

Boa leitura!

Não conte para a mamãe

"Eu sentia segurança no amor de minha mãe. Ela deveria ter mandado ele parar. Não mandou."


Autora: Toni Maguire
 Editora: Bertrand Brasil

   Toni Maguire é uma mulher de sucesso que enfrenta um período difícil na vida de todo ser humano: a perda da mãe. Paciente terminal, sua mãe se encontra numa casa de repouso enfrentando dores e seus últimos dias de vida. Cumprindo seu papel de filha, Toni atende ao pedido da mãe e se hospeda na casa para acompanhá-la.

   Mas essa viagem se torna muito mais dolorosa, à medida que a autora e personagem principal do livro revive memórias de uma infância negligenciada e extremamente abusiva. Sofrendo abuso psicológico, físico e sexual do pai, Toni cresceu sem o apoio e proteção da mãe e dos familiares, além de vários outros adultos à sua volta que a culpabilizaram e a mantiveram numa situação abusiva.

   Esperando algum tipo de reconhecimento ou pedido de perdão da mãe, ela enfrenta memórias reprimidas e nos conta sua história, onde sofre abuso desde os seis anos de idade, isolamento de amigos e família  e inúmeras situações que deixam cicatrizes emocionais e físicas para o resto de sua vida.

   O tema do livro já é pesado por si só, mas enfrentar a realidade de que é uma história real, vivida pela própria autora, é brutal. A coragem de Toni, que não é seu nome de batismo, mas um nome escolhido para se reinventar e deixar a dor para trás, ao reviver e escrever sua história é imensa e essencial, uma vez que infelizmente o abuso e negligencia de crianças ainda é alto e muitas vezes ignorado pela sociedade.

   A minha geração, de 1990, veio de um ciclo de "se não apanha, não aprende", "criança não interrompe adulto", "criança educada não pergunta nem fala muito" e inúmeras outras frases que são danosas e transmitidas de gerações em gerações. Felizmente tem se aberto mais o debate para proteção à criança e mudança de padrões, mas esse comportamento ainda é muito reproduzido.

    É essencial recordar que crianças são seres humanos que estão se formando e recebendo suas primeiras impressões e aprendendo a lidar com o mundo durante a infância. O modo como são tratadas pelos pais e pela sociedade nesse período molda sua forma de ver o mundo, muitas vezes de forma irreversível. 

    A leitura desse livro foi muito difícil para mim, por vários motivos. Comprei-o há alguns anos e sempre esteve à minha vista na estante, mas nunca conseguia pegá-lo para ler. Como esperava, foi uma leitura difícil e dolorosa, mas acho que precisamos desse choque de realidade, pois mesmo que a situação não seja tão extrema quanto a de Toni, precisamos refletir sobre como nossas ações afetam ao próximo, e o que fazer para que não tenhamos mais Tonis sofrendo pelo mundo.

A Fantástica Fábrica de Chocolate



Autor: Roald Dahl
Editora: Martins Fontes

   Como uma brasileira nascida na década de 90, eu assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate diversas vezes no SBT e também vi o remake que saiu anos depois. A história sobre uma fábrica mágica que é comandada por um chocolateiro excêntrico marcou várias crianças e adultos. Alguns anos atrás comprei o livro no qual o filme se baseou e foi o primeiro livro que li neste ano de 2020.

    A história começa apresentando a família de Charlie Bucket. Filho único em uma casa onde convive com a extrema pobreza, ele divide um quarto com colchões no chão com seus pais enquanto seus quatro avós dividem uma cama no outro quarto, e suas refeições se baseiam em pão, batata e principalmente, repolho.

Charlie Bucket (ilustração do livro)

   Apesar da vida difícil, Charlie é um menino muito bondoso e preocupado com seus familiares, que o amam muito. Eles se reúnem todas as noites para meia hora de conversa, e as histórias maravilhosas que seu avô conta sobre a fábrica de Chocolate e o Sr. Wonka, seu excêntrico proprietário, atiçam sua curiosidade. 

    A fábrica se localiza próximo à casa do menino, no seu caminho para a escola, e todo dia o menino sente o delicioso cheiro de chocolate no ar. Devido às condições de sua família, Charlie só come uma barra de chocolate por ano, seu presente de aniversário, e sonha com todas as guloseimas que são produzidas lá. 

    Fechada há muitos anos, não se vê entrando nem saindo pessoas da fábrica, somente os caminhões que carregam o delicioso chocolate e outras maravilhas para o mundo todo,  o que aumenta mais ainda a curiosidade de todos sobre o que se passa lá dentro. Um belo dia, o Sr. Wonka lança cinco cupons dourados pelo mundo, com a promessa de uma visita à fábrica e doces para o resto da vida dos cinco visitantes. Tudo que Charlie precisa é de um cupom dourado, e seu aniversário está chegando.

Charlie e seus avós
   O livro traz crianças com grandes diferenças de criação, classe social e personalidade. Através delas o autor traz pequenas lições de moral sobre comportamento, educação e sobre como a criação e personalidade dos pais se reflete nos pequenos de certa maneira. 

    Eu gostei da leitura, foi um livro rápido e bem leve, que foi agradável de ler logo no começo do ano. Em comparação aos livros a história fica um pouco apagada, na minha opinião. O Sr. Wonka dos livros é muito mais excêntrico e tem uma vivacidade que não consegui visualizar no personagem do livro. As músicas das versões cinematográficas e os belos cenários também fazem um ótimo trabalho em animar e trazer a fábrica à vida.

    De maneira geral gostei do livro e acho muito indicado para o público jovem, por ser curto e ter ilustrações divertidas. O traço dos personagens é muito fofo e ajuda na hora de imaginar o que está acontecendo na leitura. 

    E vocês, já leram esse livro ou viram os filmes? Não esqueçam de comentar! E que 2020 seja um ótimo ano para todos nós <3

Boa leitura!
  
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...