Te pego na saída

"Cuidado para não silenciar quem nem falou. A mudez empedra. E não é colorida e móvel, muito menos tem saída como um cubo mágico."


Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra


   Praticamente emendei "Não atravesso a rua sozinho" com este volume. Queria saber mais dessa vida, sentir de novo a nostalgia e a aventura vividas através dessas palavras. E não me decepcionei. Novamente Carpinejar trouxe essa sensação estranha de viver sem estar vivendo.



    Acredito que essa coleção não tenha ordem, mas acabei lendo este como o segundo volume. Assim como temos histórias de sua infância e brincadeiras, percebi que neste livro temos mais lembranças de vivências mais sérias, digamos assim. Uma briga na escola, o perceber que antigos companheiros de brincadeiras crescem e mudam, às vezes desaparecendo de nossas vidas.

    Uma parte deste livro que mexeu muito comigo foi em relação à sua educação, às suas lembranças em relação à escola. O autor teve problemas com sua alfabetização, e acho importante não ignorar o que aconteceu e ainda acontece com muitas crianças, que acreditam ser incapazes de ler e escrever por não receber a didática ou atenção necessária, e a importância da ajuda da família em casa neste processo. 

    Como comentei sobre a experiência que tive com a leitura dessa coleção no post de "Não atravesso a rua sozinho", gostaria de comentar aqui sobre a diagramação. As cores das capas são fortes e chamativas, mas o interior não deixa nada a desejar. As ilustrações trazem tons de preto e cinza, com detalhes nas cores das capas, e cada capítulo tem um bonito padrão com a cor do livro também. As ilustrações não são aleatórias e são tão encantadoras quanto a história dos volumes. 

    Gostei muito da leitura e recomendo novamente àqueles que gostariam de reviver o que viveram ou conhecer um passado diferente, mas com a recomendação também de que por mais que a vida seja diferente hoje em dia, essa simplicidade pode ser resgatada. Apesar de nos sentirmos pressionados a agir cada vez mais rápido, o mundo não acaba amanhã. Como Fabrício Carpinejar mostra com esses livros, a vida é feita de coisas pequenas, lembranças e vivências que não vão esperar que queiramos vivê-las. 



















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Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Não atravesso a rua sozinho

"Sinto uma timidez terrível. Mas sinto medo de ser tímido para não sofrer - é o que me faz não ser tímido. O medo de ser tímido é maior do que a timidez. Sou expansivo por falta de opções."


Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

    Quando recebi esse livro juntamente com "Te pego na saída", do mesmo autor, a primeira coisa que me chamou atenção foram as fortes cores nas capas. "Não atravesso a rua sozinho" traz um forte tom laranja, e considero que cores chamativas combinam perfeitamente com estas obras. Resolvi postar as duas separadamente por querer mostrar bem as ilustrações e falar um pouco mais dessa leitura.

    Estes livros contam as histórias, principalmente da infância, de Fabrício Carpinejar, mas mais que isso elas ilustram e nos trazem lembranças de tempos em que infância, brincadeira e comunidade tinham outro significado. Sendo uma criança dos anos 90 e com poucas crianças na rua, eu não experimentei muitas coisas que estão nesse livro em um primeiro momento. Minhas lembranças até os 12 anos são de brincadeiras dentro de casa e muita televisão.

    Entretanto, aos 12 anos eu me mudei para o interior, e isso mudou minha visão de vida. Além de conhecer vidas diferentes do que a minha e ver como pessoas podem viver de forma diferente da que eu vivia, eu pude brincar. Ganhei um par de patins (que pouco usei graças a minha falta de coordenação), um terreno baldio na frente de casa, que acabou ganhando uma quadra de concreto em parte dele, antes que eu me mudasse, duas meninas que moravam na casa ao lado. Isso propiciou muitas brincadeiras e diversões muito diferentes de ficar na frente de uma televisão (não que isso tenha saído totalmente da minha vida rs).


   Achei interessante as memórias de Carpinejar e em alguns pontos eu senti uma nostalgia que não era minha. Suas memórias me fizeram conhecer um novo mundo, que eu nunca conheci, mas me fizeram também pensar no meu, nas coisas que vivi. Quando comecei a ler não me entendi muito com a leitura, confesso. Sua forma de narrar os acontecimentos é estranha para mim, mas após esse momento de estranhamento eu consegui mergulhar na leitura.


   Carpinejar é neste livro uma criança com alguns problemas, mas com muito amor e carinho. O que mais gostei foi a sensação de ser uma coisa verdadeira. O autor não poupou nos bons detalhes, mas também pareceu não esconder os ruins. Recomendo para os que como eu, gostariam de uma viagem à própria infância ou conhecer uma infância recheada de aventuras.


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Fallen


Autora: Lauren Kate
Editora: Record

   Luce é uma jovem de 16 anos que passou por uma experiência terrível e tenta recomeçar em uma nova escola. Só que não foi sua opção mudar de colégio, muito menos para o reformatório em que foi mandada. Longe de tudo que conhece e ama, a nova escola parece ainda mais pavorosa. Com prédios com aparência de abandonados, professores e funcionários estranhos e um uniforme bizarro: roupas discretas e pretas.

   No primeiro dia, Luce conhece algumas pessoas que se tornam muito importantes: Ariane, Cam, Gabbe e Daniel e começa a se familiarizar com as regras do lugar. Ao conhecer Daniel, Luce se sente estranhamente segura e por alguns instantes esquece de seu passado, até que ele é grosseiro com ela. Parecendo ter algo a esconder, Daniel é grosso e sempre foge dela, mas ela se sente extremamente atraída por ele, e não ajuda que ele sempre pareça estar por perto. Será que Luce poderá descobrir o que há e sobreviver a isso?

    Então. Sentimentos dúbios em relação a este livro. A história toda é um enorme clichê. A mocinha conturbada, com um passado sombrio, que inicia em um novo lugar e conhece dois misteriosos meninos: Daniel, por quem ela sente uma forte atração, mesmo que ele fuja o tempo todo e a trate mal, e Cam, um rapaz lindo e que a trata com toda a delicadeza do mundo, mas por quem ela não sente nada mas não consegue se afastar.

    Luce é uma personagem chata. O tempo todo ela fala do que aconteceu com ela, como a vida dela é horrível, como ela queria recomeçar mas não consegue, mas ao mesmo tempo eu não consigo vê-la realmente se esforçando para mudar. E o livro todo ela traz uma personalidade conflitante: ela está muito atraída por Daniel, mesmo ele sendo um babaca com ela, mas não consegue resistir aos avanços de Cam. Ela quer recomeçar, mas pouco investe nisso. Talvez se o livro não fosse na visão dela fosse mais interessante.

   Ao mesmo tempo que esses clichês e chatices me cansavam, eu não conseguia largá-lo! Inexplicavelmente eu precisava saber o final. Talvez isso se dê graças aos personagens secundários, principalmente às duas amigas de Luce: Ariane e Penn, que tem a personalidade muito mais definida e cativante e aparecem muito menos do que eu gostaria. 

   Quanto aos dois: Cam e Daniel. Os dois são descritos como lindos e musculosos e todas as características de "garotos lindos e perfeitos" que conhecemos. O jeito de agir dos dois com Luce é totalmente diferente, e mesmo com toda a explicação que se dá depois eu não consigo compreender as atitudes de Daniel. Além disso, não consegui sentir uma química forte entre nenhum deles com Luce, então não me senti muito envolvida.

    O final é diferente do que eu esperava, e fiquei um pouco irritada com a explicação que a autora deu quanto à Luce, mas fiquei curiosa para saber mais da mitologia que foi criada no primeiro livro e provavelmente vou ler os próximos. Dependendo do segundo posso continuar a série ou não. E vocês, já leram? Gostaram? Deixem nos comentários, por favor ;)

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Boa leitura!

Os Dentes da Noite


Autor: Caio Riter
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Maria e sua mãe estão com uma viagem marcada à Itália, mas enquanto para uma é uma forma de se recuperar do recente divórcio, para a outra é uma obrigação. Maria preferia estar em casa, saindo com seus amigos, alimentando a esperança de que o rapaz de que gostava finalmente a percebesse. Mas essa viagem se torna muito diferente do que esperava quando conhece Sexto e seu pai.

     De volta à casa, Maria percebe que tudo mudou, e enquanto precisa lidar com seus problemas normais, ainda precisa descobrir quem é e como lidar com o que houve. Entre fazer as coisas certas e lidar com acontecimentos inesperados, Maria se vê envolvida em coisas que nem imaginava que existia.

    Como é claro na capa do livro e pela temática da coleção, esse volume trata de vampiros. Mas assim como Sonetos nas Trevas, aqui temos o vampiro clássico, aquele ser sombrio e sanguinário. De uma pequena cidade na Itália a uma pequena no Brasil, seguimos a história de Maria, uma adolescente cheia de problemas reais que vê sua vida virada de cabeça para baixo.

    A personagem principal é uma menina insegura e indecisa, que devido ao que passa acaba se tornando mais suscetível aos instintos e emoções. Senti falta de um real apoio em sua vida, todos os personagens ao redor pareciam estar em seu próprio mundo (o que infelizmente acontece na vida real). Sua mãe acaba de passar por uma separação e trabalha muito, seu pai tem uma nova namorada. Os dois não percebem as mudanças pelas quais ela está passando.

    Gostei de alguns personagens secundários e o desenvolvimento da história me prendeu, mas não gostei muito do desfecho, apesar de ser um final real. A narrativa se divide entre uma narração em terceira pessoa e páginas de um diário de Maria, onde conta o que houve. 


   A diagramação do livro é igual à dos outros da série. A cor da fonte e ilustrações segue a cor da capa. As ilustrações acompanham o tom sombrio da história e gostei que não tragam os rostos dos personagens. No final traz um compêndio de filmes com vampiros sugeridos. Recomendo àqueles que se interessam pelo assunto.

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Sonetos nas Trevas

"De todos os monstros das trevas, o lobisomem é o que carrega a mais terrível maldição. 
Jamais deixa de ser uma criatura humana, sofrendo, a cada transformação, o tormento de seu lado brutal e incontrolável."


Autor: Luiz Antonio Aguiar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Nesse livro temos dois personagens: de um lado, o lobisomem, que passa por uma transformação mensal e convive com uma fera brutal, e do outro, Javert, um caçador de CMIs - Criaturas Monstruosas Incontroláveis. E é durante uma caçada ao lobisomem que conhecemos os dois e sua história.

    Confesso que o lobisomem não é a minha criatura sobrenatural favorita, e não costumo ler muitas histórias com eles. Entretanto, esse livro me trouxe uma nova visão e me fez gostar um pouquinho mais desse ser. Mas não pensem que o lobisomem desse livro é como o de Crepúsculo, pois não é. É uma fera passional e incontrolável quando transformada e um homem perturbado e com várias consciências quando desperto.

    Javert é um caçador experiente e condecorado de uma organização que tem como fim esconder do mundo e caçar as CMIs. Diferente dos outros caçadores, Javert é um homem sombrio, dado como frio e calculista. Não interage socialmente e não tem outra vida a não ser a de caçador. Mas alguma coisa o atrai para esse lobisomem, que já vem caçando a muito tempo e tem um comportamento diferente dos demais.

    O que eu mais gostei nesse livro é a caracterização do lobisomem. Como fera, não há capítulos narrados por ele, mas durante as três outras luas, o homem aparece com consciências diferentes. Atormentado pelo passado e pelas matanças que acontecem todo mês, ele se perde entre consciente e tomado pelos instintos "monstruosos". 


    Uma coisa que achei muito interessante foi o processo da escrita das narrações do lobisomem. Quando sai de sua pelagem, o homem não consegue formar frases, se expressando basicamente por palavras únicas, como: Fome. Medo. Sede. De acordo com a mudança da lua, sua personalidade vai aparecendo mais, e suas sentenças vão melhorando, se tornando mais parecidas com o que conhecemos. O livro traz também relatórios da organização que nos mostram características e informações sobre lobisomens e sobre a caçada ao lobisomem deste livro.     


    Quanto à diagramação, está impecável e combina com a história. Os capítulos trazem as luas no final da página, perto da numeração e a cor da fonte/ilustração é da cor da capa. Gostei muito do trabalho do ilustrador, que trouxe várias passagens à vida. No final do volume temos um anexo com informações sobre lobisomens e indicações de filmes. Nesse momento, é o meu livro favorito na coleção e por mais que o final seja sombrio, eu gostei bastante. Recomendo aos que gostam de sobrenatural e lobisomens. 

   
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Filhos do Fim do Mundo


Autor: Fábio M. Barreto
Editora: Fantasy/Casa da Palavra

    Em um dia, à meia-noite, todos os recém nascidos morrem. Depois percebem que todos os bebês com menos de um ano e animais e plantas novos também morreram. Uma grande onda de tristeza e melancolia atinge a todos, até que uma onda de desespero e pensamento de que o fim do mundo chegou se abate. 

    Ordenado a organizar e investigar algumas informações, o Repórter também lida com uma questão pessoal: sua esposa está grávida e prestes a dar à luz o seu primeiro filho. Tendo que lidar com ódio, desespero e burocracias militares, ele tenta correr contra o tempo e não só descobrir o que houve, mas tentar achar uma forma de permitir que seu primogênito chegue ao mundo com vida.

    Lendo a sinopse desse livro, fiquei muito interessada. Gosto desse tipo de "e se...", como a humanidade reagiria frente à essa situação? Praticamente todos perdem alguém próximo, seja um filho, um sobrinho, um neto, ou um filhote. Maior do que a tristeza que as pessoas passam, está o desespero. É o Fim do Mundo? 

    Uma coisa que achei muito interessante é que alguns personagens não tem nome. Temos o Repórter, a Esposa, o Padre, o Governador. Apesar de estar acostumada com personagens nomeadas, eu gostei dessa mudança. Por mais que o Governador tenha outras facetas e outras prioridades além de seu cargo, de alguma maneira a falta de nomes me ajudou a focar mais na narrativa e me prender menos em "quem é esse mesmo? Ah sim, o governador".
   
   Gostei muito da escrita do autor, que me fez voar pelo livro e gostei de várias argumentações feitas no livro. No meio das investigações e problemas atravessados, vemos várias reflexões de várias personagens, reflexões sobre religião, futuro e até mesmo humanidade. Apesar de parecer um pouco extremista, não achei as reações descritas no livro tão impossíveis assim de acontecer.

   Vemos pessoas preocupadas com coisas sérias, como "terá alimento no futuro, a raça humana será extinta?" assim como pessoas preocupada com vícios, como internet, celebridades e outras coisas que não seriam prioridades no momento. Achei interessante essa crítica, e com certeza posso ver pessoas que agiriam assim. 

    A diagramação do livro é ótima. A letra é grande, as páginas são amarelas. Só tenho uma coisa a "reclamar": que capítulos gigantescos! Sabe aquela mania de "quando acabar o capítulo eu vou fazer..."? Então, quase não conseguia fazer nada! haha

    Quanto ao final: ainda estou meio dividida. Não vou dar spoiler aqui, mas em um primeiro momento eu senti estranheza em relação a ele, e até hoje me pego entre gostar ou não do mesmo. Mas, achei que o livro foi bem fechado e de forma coerente com a história. Deixo aqui um convite para conhecer a obra, e pretendo ler mais livros do autor.

    Como curiosidade, existe um curta com o prólogo do livro (que é um pouco diferente, tem um personagem lá que não tem no livro) neste blog, feito pelo autor, que também é jornalista e cineasta.

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Anjo à Meia-Luz


Autora: Rosana Rios
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Ciro está voltando para casa quando uma menina que ele nunca viu na vida manda que não entre na van. E a partir daí ele conhece Selene, uma menina com aparência gótica e humor ácido, que o ajuda em vários momentos difíceis. O que nenhum dos dois poderia esperar é a diferença que um faria na vida do outro, e como tudo que conheciam mudaria.

    Ciro é um adolescente com um problema de saúde que tem algumas complicações em casa também. Estudioso e ávido leitor, ele conhece Selene, que põe seu mundo de cabeça para baixo. Ele acaba conhecendo muito mais sobre ele e sobre o mundo, coisas que ele nem poderia imaginar.

    Selene é uma menina com um humor diferente e pouca paciência. Cheia de mistério e com poucas respostas, ela ajuda Ciro a passar por vários problemas e a crescer. Simpatizei com os dois personagens e passei o livro todo ansiosa para ver o que aconteceria com eles nessa história. A autora conseguiu me prender e me surpreender.

    A família de Ciro é difícil e sua vida também não é fácil, mas ele é um menino gentil e de bom coração, e isso faz com que conquiste o leitor. A autora conseguiu montar dois personagens estáveis e que se mantém fiéis às suas características até o final, e o mais importante, para mim, os dois poderiam ser pessoas reais, com atitudes que poderiam muito bem acontecer no dia-a-dia.

    Achei o final muito bonito e coerente com o desenvolvimento da história. O livro traz muito sobre espiritualidade, anjos, misticismo, sem se prender ou defender uma religião específica nem tentar convencer o leitor de nada. 


    A diagramação não deixa nada a desejar, o livro tem como cor base o azul, que acompanha na cor da fonte do texto e nas ilustrações. Como nos outros livros da Coleção Medo, traz no final um compêndio com informações sobre a criatura sobrenatural do livro (no caso, anjos) e indicações de filme dentro do tema. Dessa coleção, foi um dos que eu mais gostei. Deixo aqui o convite para conhecer a obra ;)


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Senhora das Névoas


Autora: Flávia Côrtes
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Isa é uma menina cheia de sonhos: quer cursar medicina na faculdade e criar uma vida com seu grande amor: Luca. Um dia, vai passear com o namorado e alguns amigos e recebe a visita de uma estranha mulher, que revela que Isa é uma fada e passará por uma situação muito difícil. Dividida entre abraçar essa nova natureza e continuar com seus planos, ela precisa se redescobrir e lidar com essas criaturas desconhecidas.

    A personagem principal tem tudo que uma menina pode sonhar: um namorado lindo e que é louco por ela, pais que a apoiam e não cobram demais, uma casa e uma situação financeira ótima e sonhos que podem se realizar. Fiquei incomodada com algumas de suas atitudes e pensamentos durante o livro, e não simpatizei muito com seus problemas.

    No livro temos duas fadas: uma boa e uma que é malvada. No conceito de fadas que a autora usou, nem sempre elas são bondosas e amigáveis, mas podem ser extremamente vingativas e cruéis com quem as contrarie. Fiquei um pouco confusa em relação à mitologia e aos seres utilizados na história, mas achei interessante a ligação feita com lendas já conhecidas.

    No final das contas a história me prendeu e terminei rapidamente a leitura. Isa tem que escolher entre treinar e desenvolver seus poderes de fada e assumir sua natureza ou continuar com sua vida como humana. Fiquei interessada em saber qual seria sua escolha e no que isso afetaria sua vida.


    Como sempre, o acabamento do livro é maravilhoso. As páginas são amareladas e o texto é em verde, no tom da capa. Os traços da ilustradora são lindos e as imagens refletem bem o que a história passa. No final, temos um compêndio com informações sobre fadas, inclusive indicações de filmes. Fica aqui o convite para conhecer a história. :)


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Sozinha

"Sobre a sua morte e sobre o que é sentir o mundo girando em órbita contrária à sua, 
acordar com sua voz no quarto e deitar sabendo que nunca mais vou escutá-la."


Autora: Márcia Leite
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Júlia é uma adolescente normal, com dúvidas e problemas de acordo com sua idade. Um dia, sua mãe a deixa na escola e ela não poderia estar mais despreparada para o que aconteceria. Sua vida acaba se transformando de uma forma inimaginável, e a menina precisa tomar decisões difíceis e dolorosas e aprender a lidar com seus sentimentos para conseguir passar por essa situação e voltar a viver.

   O livro é bem curtinho, tem 104 páginas. Mas mesmo sendo pequeno, ele traz algumas lições que a meu ver poderiam ser aproveitadas por jovens nessa situação. Júlia sofre a perda de alguém muito importante em sua vida e, além da dor, precisa tomar decisões e amadurecer mais rápido do que o normal.

    Não gostei muito da personagem Júlia, para dizer a verdade. É uma menina nova, mas um pouco mimada e chata às vezes. Em alguns momentos ela parece muito madura pra idade e em outros muito criança. Além disso, algumas situações que apareceram para que ela resolvesse foram situações estranhas, algumas eu acho que não caberia a ela resolver e outras não muito reais. 

    Em contrapartida, gostei da escrita da autora e de vários conselhos dados, que acredito que possam realmente ser úteis não só para alguém com uma perda recente, mas também para aqueles que não conseguiram lidar com alguma no passado. A sinopse me fez esperar uma história diferente, mas é interessante observar como a solidão é encarada e definida de forma diferente pelas pessoas.


    Quanto à diagramação, é linda! O livro é todo azul, inclusive a parte externa das folhas, por fora, e amarelo com letras marrons por dentro. Os capítulos são divididos por páginas azuis e contém alguma dica sobre o que virá, como a citação no começo do post.


    Não sei se não simpatizei muito com a personagem por ser mais velha que o público alvo, mas gostei da história e recomendo àqueles que possam estar passando por um momento difícil e se sentindo sozinhos. Nesses momentos nem sempre a ajuda de quem está por perto é suficiente e precisamos arrumar forças de algum lugar desconhecido para sobreviver e conseguir reconstruir a vida.

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Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos

"A família Dashwood estava estabelecida em Sussex desde antes da Alteração, 
quando as águas do mundo se tornaram frias e abomináveis para os filhos do homem, 
e as trevas se moveram sobre a superfície dos oceanos."


Autor: Ben H. Winters
Editora: Intrínseca

    Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos segue praticamente a história principal do clássico em que se baseou, com algumas modificações. Elinor, Margareth e Marianne, junto com sua mãe, ficam desalojadas quando seu pai morre, e vão parar em um chalé de um parente distante. Mas, diferente do original, seu pai não morreu de uma doença, mas sim de um ataque de um tubarão-martelo.

   Nesse mundo, as pessoas precisam se preocupar com qualquer ser marinho, desde os pequenos peixes aos poderosos mamíferos, pois desde a Alteração, um acontecimento sem explicação, todos os animais marinhos se voltaram violentamente contra a população humana. Depois da morte do Sr. Dashwood, as três irmãs e sua mãe perdem o lar para John Dashwood, filho do primeiro casamento de seu pai, e acabam se mudando para um chalé em uma ilha longe de sua casa e muito misteriosa, perto de seu parente e locatário, John Middleton.

    Em meio aos problemas sociais, as irmãs enfrentam problemas no âmbito amoroso e relacionados à Alteração. Mas, ao contrário do que seria esperado, dado o comportamento das personagens na história original, e pelas suas próprias características descritas no livro, não pude reconhecer essas mesmas qualidades e atitudes.

    Elinor, dada como a irmã mais sensata e razoável, muitas vezes deixa passar importantes detalhes e os ignora totalmente. Além disso, vários defeitos de alguns personagens, que são importantes para a construção e entendimento da história, são suavizados ou aumentados desnecessariamente. Mas o que mais me irritou nesse livro foi o desfecho. O autor cria todo um suspense (e o ignora em grande parte do livro) que termina de um modo não coerente. Enquanto em um momento é um grande problema, em outro some.

    Fiquei muito decepcionada com essa adaptação, principalmente porque gostei muito de Orgulho e Preconceito e Zumbis, e esperava algo à altura. Achei que vários trechos pareciam simplesmente copiados do livro original sem necessariamente se encaixarem no enredo criado. A história de Monstros Marinhos se tornaria muito interessante se fosse melhor trabalhada.

    Não recomendo a leitura para aqueles que não leram o original antes, que considero muito melhor. Além de ter vários spoilers, foi uma leitura maçante e arrastada, demorei um mês e meio para conseguir terminar. Apesar de tudo, gostei do trabalho gráfico, principalmente pelas ilustrações, que achei muito bem feitas. O papel amarelado também facilita a leitura. Alguns pontos negativos foram: a fonte, que em certas partes parece menor, e as frases são um pouco juntas demais; e os capítulos também não são muito bem divididos, terminando e começando na mesma página.

    E vocês, já leram? Comentem nos comentários o que acham, por favor ;)

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Boa leitura!

Deu no Jornal


Autor: Moacyr Scliar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Deu no Jornal é um livro pequeno, mas muito prazeroso de ler e muito bem acabado. Traz treze contos de duas páginas e uma ilustração cada. O livro é em capa dura e um papel parecido com revista, muito agradável.


    Os contos, em sua maioria, trazem uma chamada em forma de notícia de jornal no começo, que puxa para a história. Todos trazem uma ponta de humor e alguma crítica social. Fiquei dividida entre ler tudo rapidamente e guardar os capítulos para ler aos poucos, mas acabei ficando com a primeira opção.

   
















   A lista de contos, na ordem, é:

01. Os óculos mágicos
02. A volta do filho pródigo
03. A família que rastreia unida permanece unida
04. A guerra dos narizes
05. A ópera dos camundongos
06. Uma carta ao pai
07. Casa de boneca
08. Heavy Metal
09. Os invisíveis
10. No asilo dos anos velhos
11. Namoro & Futebol
12. Puxadinhos
13. Guerra é guerra


















   Indico para todas as faixas etárias, tem letras grandes e ilustrações, o que auxilia crianças pequenas e idosos na leitura, e ao mesmo tempo contém um conteúdo prazeroso para jovens e adultos. Recomendado!

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FullMoon - Sussurros sob a Lua Cheia (2 volumes)


Autora: Sanami Matoh
Editora: Panini Comics

   Antes de tudo, tenho que dizer que não sou especialista em mangás, estou começando a ler recentemente e não conheço muito sobre as suas informações técnicas, então estou montando este post mais para comentar sobre a história e sobre o que achei do traço. Se comentar alguma coisa técnica errada, por favor me avisem nos comentários ;)

   FullMoon conta a história de duas famílias, interligadas: a de David, que é um vampiro, e a de Marlo, que é meio vampiro e meio lobisomem. Os dois são primos, e isso faz com que a família de Marlo procure o pai de David, que além de parente, é um prestigiado médico. Mas o estado de Marlo pode ser mais complicado do que imaginavam, e com isso surge uma inusitada solução, que pode ser muito proveitosa e causar muita confusão.

   Como estou colecionando alguns mangás, eu vi essa história nas bancas e apesar de não saber qual a sinopse na hora, comprei por serem somente dois volumes, e a capa parecia ser relacionada com alguma coisa engraçada. Como tenho feito, só peguei para ler depois de completá-la, e terminei os dois volumes no mesmo dia.

    Começo aqui falando da história em si: o mangá traz, entre outras coisas, um relacionamento gay, ou como vi na internet, é um mangá encaixado na categoria BL (Boy's Love). Mas, esse relacionamento é um pouco complicado, pois uma das partes não declara sua paixão com facilidade. Achei o enredo engraçado em vários momentos, e com algumas lições em outros, mas também contém algumas falhas de conteúdo. Em um ponto específico estava em uma cena romântica e na página seguinte os dois personagens estavam em outro cenário, brigando.

    Quanto ao traço: como disse, não sou especialista, e não leio muitos mangás, mas não gostei muito do traço deste. Em vários momentos os rostos dos personagens mudavam drasticamente de um quadro a outro, e eu não conseguia discernir mulheres de homens em vários momentos. Além do que, em alguns momentos sumia uma boca, ou ela ficava meio desenhada. Alguns personagens também tinham a cor do cabelo mudada em momentos diferentes da história. Marlo, por exemplo, é loiro, mas tem um momento que parece com o cabelo sombreado, como se fosse preto. O mesmo acontece com David.


    Quanto à qualidade da publicação: tirando os problemas que tive com o conteúdo e não ter gostado do traço (que pode ser atribuído ao original, e não à Panini), o mangá foi publicado com papel jornal, o que é ruim na hora de ler e conservar. Além do que, pelo preço, poderia ser melhor. Não sei se isso é do original ou não, mas algumas páginas estão mais sombreadas e outras estão praticamente sem nenhum.


    De uma forma geral, eu achei bacana uma história com um casal gay (o que é difícil nos mangás que vejo publicados no Brasil) e tratados de forma natural, como um casal que se ama e só. Com toda a confusão, é bem engraçado, e valeu a pena por isso. Mas, não achei que valeu o preço que paguei, infelizmente. Espero que o mercado de mangás cresça em quantidade mas também em qualidade.

   E vocês, gostam de mangás? Me indicam algum? Estou comprando Guerreiras Mágicas de Rayearth (consertar), O Jogo do Rei e Sailor Moon, e também tenho Sakura Card Captors, na nova edição, completa, mas não li ainda. Comentem abaixo se gostaram do post e se já leram esses mangás por favor ;)

Boa leitura!

O que pretendo ler em... Junho 2014

Oi pessoal!

   Vim aqui contar para vocês o que pretendo ler em Junho de 2014, então vou tentar ser o mais breve possível. Vou deixar as capas e sinopses dos livros aqui.

   Como vocês sabem, estou participando do Desafio Literário Skoob 2014, e o tema deste mês é livros de autores brasileiros (englobando contemporâneos). As minhas escolhas para esse mês foram:

 Skoob

Sinopse: É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama. Em Filhos do Fim do Mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré- apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.



Skoob

Sinopse: Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.


   Além destes, também pretendo ler, dentro do tema (como tem muitos, vou colocar só a capa e o link para o skoob):
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   Se sobrar algum tempo, ainda pretendo ler alguns mangás e revistinhas que saem no mês de Junho (Turma da Mônica, Prophecy, Corpse Party e Sankarea). Espero conseguir! E vocês, tem alguma meta?

Boa leitura!

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