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Maria Borralheira



Autora: Rosana Rios
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

    Na coleção Quem foi que disse, Rosana Rios traz versões pouco usuais de conhecidos contos de fadas, com novas ilustrações e a visão de alguns personagens sobre a história. Nesse livro, vemos a história mais conhecida como Cinderela, a menina que perdeu a mãe e acabou sendo muito maltratada pela madrasta e suas duas filhas. 


    Para quem já está familiarizado com a história através do desenho da Disney, já começamos a ver algumas diferenças logo no começo. Como diz o título, o nome da menina é Maria, e a forma como ela conhece a madrasta já é bem diferente.


    Não vou dar muitos detalhes sobre as diferenças, pois é o maior diferencial para quem já conhece. Como já tinha lido várias versões dessa história, acabei reconhecendo algumas partes do livro, e curti bastante a leitura. 



    Já li outros livros da autora e gostei da ideia de trazer outras versões desses contos que tanto gostamos. Confesso que essa não foi a minha favorita, tenho uma queda pela versão mais sangrenta (onde as irmãs acabam um tanto mutiladas no final da história), mas várias outras versões são citadas no final, algumas que desconhecia, e fiquei interessada em procurar saber mais. 


   No final do conto, a autora também trouxe dois pontos de vista bem rápidos sobre o que aconteceu: um da Maria e outro da Madrasta. Foi uma adição curta mas que também deu um toque diferenciado à história. As ilustrações são um charme a mais e achei que deram um ar abrasileirado à história. 


    O livro de uma forma geral tem um bom acabamento, contado com capa dura e um papel brilhante, o que torna o livro mais atrativo ao leitor. Achei uma boa aquisição para quem gosta muito da história. E vocês, já viram essa edição por ai, gostaram da leitura? Não esqueçam de comentar ;)

Boa leitura!

Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Diminuindo a Pilha 2017, do mês de março, no tema Livros de até 100 páginas.

Sofia e Mônica


Autor: Leonardo Brasiliense
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

      Sofia e Mônica são duas adolescentes de 14 anos que são amigas muito próximas. Parecidas de várias formas, as duas estão passando as férias na casa de Mônica e conseguimos acompanhar algumas coisas em suas vidas e conhecê-las melhor. 

    Uma coisa que me chamou atenção assim que comecei a leitura foi a diagramação. A paginação ocorre na lateral do livro, o que ficou bem diferente do que costumo ver. O livro é dividido em pequenas partes com uma página roxa e um título como divisão.  As páginas são amareladas, com uma fonte confortável para a leitura.



   Sophia e Mônica são muito parecidas, mas também tem suas diferenças. Mônica é mais reservada e tem algumas críticas em relação ao comportamento da amiga, que leva à uma briga entre as duas. O livro conta todo o caminho da briga até as suas consequências, e é doido ver uma amizade que parece ser grande abalada por um motivo aparentemente banal.

    Talvez por não estar na minha faixa etária eu não tenha conseguido me identificar muito nem perceber o drama entre as duas, mas consegui me envolver na leitura e torcer para que tudo acabasse bem. Gostaria só que a conclusão do livro fosse um pouco mais desenvolvida. 

    Nas informações do autor descobrimos que as fotografias do livro foram feitas por ele, e posso afirmar que elas me ajudaram a entrar na história. Gostei muito da interação entre as modelos nas fotos e como estas se encaixaram bem na história. Coloquei duas embaixo para que possam ter uma ideia de como são: 



    Gostei do livro e acho que uma adolescente dessa faixa etária poderia aproveitá-lo de uma forma melhor. Lendo a história de Sofia e Mônica me lembrei de como usava agendas como diário e vi como minha adolescência foi muito diferente das delas. Deixo aqui no final o detalhe da capa, que achei genial:

E vocês, já leram? Não esqueçam de comentar, por favor! 

Boa leitura! 

Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Novembro.

Maria Degolada, Santa Assombrada

"E se você quer mesmo ouvir a história da jovem Maria Francelina, eu té conto. 
Temo de medo, mas conto. Tremo de medo, mas conto. Sinto arrepio, e conto."



Autor: Caio Riter
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

    Maria é uma moça muito bonita. Bonita demais para o seu próprio bem. E que adora uma festa, uma dança, um flerte. Que ama um namoro. Mas sua história é maior que isso, e tem desdobramentos horríveis. Não posso falar muito, porque o livro é pequeno e não quero entregar, mas vou falar de algumas coisas.


   As ilustrações ajudam muito a criar um clima de história de terror. Sério, eu fiquei nervosa com algumas, que achei pesadas para crianças muito pequenas. As cores são bem fortes e claras e os desenhos contam a história muito bem.

       A história de Maria é pequena, mas forte, e tem um final interessante. Tem um tom de contador de histórias, com uma linguagem gostosa de ler. Traz um pouco daquele medo que tínhamos ao contar uma história de terror e vê-la aparecer na nossa frente, se tornar realidade.


    O acabamento do livro é maravilhoso, é capa dura, com verniz localizado, o papel é brilhoso e as cores são fortes e nítidas, mas sombrias e condizentes com o que é contado. Recomendo para uma leitura com os pais, deve ser muito legal ter alguém lendo esse livro para você e te ajudando a passar pelos sustos. 

Te pego na saída

"Cuidado para não silenciar quem nem falou. A mudez empedra. E não é colorida e móvel, muito menos tem saída como um cubo mágico."


Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra


   Praticamente emendei "Não atravesso a rua sozinho" com este volume. Queria saber mais dessa vida, sentir de novo a nostalgia e a aventura vividas através dessas palavras. E não me decepcionei. Novamente Carpinejar trouxe essa sensação estranha de viver sem estar vivendo.



    Acredito que essa coleção não tenha ordem, mas acabei lendo este como o segundo volume. Assim como temos histórias de sua infância e brincadeiras, percebi que neste livro temos mais lembranças de vivências mais sérias, digamos assim. Uma briga na escola, o perceber que antigos companheiros de brincadeiras crescem e mudam, às vezes desaparecendo de nossas vidas.

    Uma parte deste livro que mexeu muito comigo foi em relação à sua educação, às suas lembranças em relação à escola. O autor teve problemas com sua alfabetização, e acho importante não ignorar o que aconteceu e ainda acontece com muitas crianças, que acreditam ser incapazes de ler e escrever por não receber a didática ou atenção necessária, e a importância da ajuda da família em casa neste processo. 

    Como comentei sobre a experiência que tive com a leitura dessa coleção no post de "Não atravesso a rua sozinho", gostaria de comentar aqui sobre a diagramação. As cores das capas são fortes e chamativas, mas o interior não deixa nada a desejar. As ilustrações trazem tons de preto e cinza, com detalhes nas cores das capas, e cada capítulo tem um bonito padrão com a cor do livro também. As ilustrações não são aleatórias e são tão encantadoras quanto a história dos volumes. 

    Gostei muito da leitura e recomendo novamente àqueles que gostariam de reviver o que viveram ou conhecer um passado diferente, mas com a recomendação também de que por mais que a vida seja diferente hoje em dia, essa simplicidade pode ser resgatada. Apesar de nos sentirmos pressionados a agir cada vez mais rápido, o mundo não acaba amanhã. Como Fabrício Carpinejar mostra com esses livros, a vida é feita de coisas pequenas, lembranças e vivências que não vão esperar que queiramos vivê-las. 





















Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Não atravesso a rua sozinho

"Sinto uma timidez terrível. Mas sinto medo de ser tímido para não sofrer - é o que me faz não ser tímido. O medo de ser tímido é maior do que a timidez. Sou expansivo por falta de opções."


Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

    Quando recebi esse livro juntamente com "Te pego na saída", do mesmo autor, a primeira coisa que me chamou atenção foram as fortes cores nas capas. "Não atravesso a rua sozinho" traz um forte tom laranja, e considero que cores chamativas combinam perfeitamente com estas obras. Resolvi postar as duas separadamente por querer mostrar bem as ilustrações e falar um pouco mais dessa leitura.

    Estes livros contam as histórias, principalmente da infância, de Fabrício Carpinejar, mas mais que isso elas ilustram e nos trazem lembranças de tempos em que infância, brincadeira e comunidade tinham outro significado. Sendo uma criança dos anos 90 e com poucas crianças na rua, eu não experimentei muitas coisas que estão nesse livro em um primeiro momento. Minhas lembranças até os 12 anos são de brincadeiras dentro de casa e muita televisão.

    Entretanto, aos 12 anos eu me mudei para o interior, e isso mudou minha visão de vida. Além de conhecer vidas diferentes do que a minha e ver como pessoas podem viver de forma diferente da que eu vivia, eu pude brincar. Ganhei um par de patins (que pouco usei graças a minha falta de coordenação), um terreno baldio na frente de casa, que acabou ganhando uma quadra de concreto em parte dele, antes que eu me mudasse, duas meninas que moravam na casa ao lado. Isso propiciou muitas brincadeiras e diversões muito diferentes de ficar na frente de uma televisão (não que isso tenha saído totalmente da minha vida rs).


   Achei interessante as memórias de Carpinejar e em alguns pontos eu senti uma nostalgia que não era minha. Suas memórias me fizeram conhecer um novo mundo, que eu nunca conheci, mas me fizeram também pensar no meu, nas coisas que vivi. Quando comecei a ler não me entendi muito com a leitura, confesso. Sua forma de narrar os acontecimentos é estranha para mim, mas após esse momento de estranhamento eu consegui mergulhar na leitura.


   Carpinejar é neste livro uma criança com alguns problemas, mas com muito amor e carinho. O que mais gostei foi a sensação de ser uma coisa verdadeira. O autor não poupou nos bons detalhes, mas também pareceu não esconder os ruins. Recomendo para os que como eu, gostariam de uma viagem à própria infância ou conhecer uma infância recheada de aventuras.



Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Os Dentes da Noite


Autor: Caio Riter
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Maria e sua mãe estão com uma viagem marcada à Itália, mas enquanto para uma é uma forma de se recuperar do recente divórcio, para a outra é uma obrigação. Maria preferia estar em casa, saindo com seus amigos, alimentando a esperança de que o rapaz de que gostava finalmente a percebesse. Mas essa viagem se torna muito diferente do que esperava quando conhece Sexto e seu pai.

     De volta à casa, Maria percebe que tudo mudou, e enquanto precisa lidar com seus problemas normais, ainda precisa descobrir quem é e como lidar com o que houve. Entre fazer as coisas certas e lidar com acontecimentos inesperados, Maria se vê envolvida em coisas que nem imaginava que existia.

    Como é claro na capa do livro e pela temática da coleção, esse volume trata de vampiros. Mas assim como Sonetos nas Trevas, aqui temos o vampiro clássico, aquele ser sombrio e sanguinário. De uma pequena cidade na Itália a uma pequena no Brasil, seguimos a história de Maria, uma adolescente cheia de problemas reais que vê sua vida virada de cabeça para baixo.

    A personagem principal é uma menina insegura e indecisa, que devido ao que passa acaba se tornando mais suscetível aos instintos e emoções. Senti falta de um real apoio em sua vida, todos os personagens ao redor pareciam estar em seu próprio mundo (o que infelizmente acontece na vida real). Sua mãe acaba de passar por uma separação e trabalha muito, seu pai tem uma nova namorada. Os dois não percebem as mudanças pelas quais ela está passando.

    Gostei de alguns personagens secundários e o desenvolvimento da história me prendeu, mas não gostei muito do desfecho, apesar de ser um final real. A narrativa se divide entre uma narração em terceira pessoa e páginas de um diário de Maria, onde conta o que houve. 


   A diagramação do livro é igual à dos outros da série. A cor da fonte e ilustrações segue a cor da capa. As ilustrações acompanham o tom sombrio da história e gostei que não tragam os rostos dos personagens. No final traz um compêndio de filmes com vampiros sugeridos. Recomendo àqueles que se interessam pelo assunto.


Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Sonetos nas Trevas

"De todos os monstros das trevas, o lobisomem é o que carrega a mais terrível maldição. 
Jamais deixa de ser uma criatura humana, sofrendo, a cada transformação, o tormento de seu lado brutal e incontrolável."


Autor: Luiz Antonio Aguiar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Nesse livro temos dois personagens: de um lado, o lobisomem, que passa por uma transformação mensal e convive com uma fera brutal, e do outro, Javert, um caçador de CMIs - Criaturas Monstruosas Incontroláveis. E é durante uma caçada ao lobisomem que conhecemos os dois e sua história.

    Confesso que o lobisomem não é a minha criatura sobrenatural favorita, e não costumo ler muitas histórias com eles. Entretanto, esse livro me trouxe uma nova visão e me fez gostar um pouquinho mais desse ser. Mas não pensem que o lobisomem desse livro é como o de Crepúsculo, pois não é. É uma fera passional e incontrolável quando transformada e um homem perturbado e com várias consciências quando desperto.

    Javert é um caçador experiente e condecorado de uma organização que tem como fim esconder do mundo e caçar as CMIs. Diferente dos outros caçadores, Javert é um homem sombrio, dado como frio e calculista. Não interage socialmente e não tem outra vida a não ser a de caçador. Mas alguma coisa o atrai para esse lobisomem, que já vem caçando a muito tempo e tem um comportamento diferente dos demais.

    O que eu mais gostei nesse livro é a caracterização do lobisomem. Como fera, não há capítulos narrados por ele, mas durante as três outras luas, o homem aparece com consciências diferentes. Atormentado pelo passado e pelas matanças que acontecem todo mês, ele se perde entre consciente e tomado pelos instintos "monstruosos". 


    Uma coisa que achei muito interessante foi o processo da escrita das narrações do lobisomem. Quando sai de sua pelagem, o homem não consegue formar frases, se expressando basicamente por palavras únicas, como: Fome. Medo. Sede. De acordo com a mudança da lua, sua personalidade vai aparecendo mais, e suas sentenças vão melhorando, se tornando mais parecidas com o que conhecemos. O livro traz também relatórios da organização que nos mostram características e informações sobre lobisomens e sobre a caçada ao lobisomem deste livro.     


    Quanto à diagramação, está impecável e combina com a história. Os capítulos trazem as luas no final da página, perto da numeração e a cor da fonte/ilustração é da cor da capa. Gostei muito do trabalho do ilustrador, que trouxe várias passagens à vida. No final do volume temos um anexo com informações sobre lobisomens e indicações de filmes. Nesse momento, é o meu livro favorito na coleção e por mais que o final seja sombrio, eu gostei bastante. Recomendo aos que gostam de sobrenatural e lobisomens. 

    
Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Anjo à Meia-Luz


Autora: Rosana Rios
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Ciro está voltando para casa quando uma menina que ele nunca viu na vida manda que não entre na van. E a partir daí ele conhece Selene, uma menina com aparência gótica e humor ácido, que o ajuda em vários momentos difíceis. O que nenhum dos dois poderia esperar é a diferença que um faria na vida do outro, e como tudo que conheciam mudaria.

    Ciro é um adolescente com um problema de saúde que tem algumas complicações em casa também. Estudioso e ávido leitor, ele conhece Selene, que põe seu mundo de cabeça para baixo. Ele acaba conhecendo muito mais sobre ele e sobre o mundo, coisas que ele nem poderia imaginar.

    Selene é uma menina com um humor diferente e pouca paciência. Cheia de mistério e com poucas respostas, ela ajuda Ciro a passar por vários problemas e a crescer. Simpatizei com os dois personagens e passei o livro todo ansiosa para ver o que aconteceria com eles nessa história. A autora conseguiu me prender e me surpreender.

    A família de Ciro é difícil e sua vida também não é fácil, mas ele é um menino gentil e de bom coração, e isso faz com que conquiste o leitor. A autora conseguiu montar dois personagens estáveis e que se mantém fiéis às suas características até o final, e o mais importante, para mim, os dois poderiam ser pessoas reais, com atitudes que poderiam muito bem acontecer no dia-a-dia.

    Achei o final muito bonito e coerente com o desenvolvimento da história. O livro traz muito sobre espiritualidade, anjos, misticismo, sem se prender ou defender uma religião específica nem tentar convencer o leitor de nada. 


    A diagramação não deixa nada a desejar, o livro tem como cor base o azul, que acompanha na cor da fonte do texto e nas ilustrações. Como nos outros livros da Coleção Medo, traz no final um compêndio com informações sobre a criatura sobrenatural do livro (no caso, anjos) e indicações de filme dentro do tema. Dessa coleção, foi um dos que eu mais gostei. Deixo aqui o convite para conhecer a obra ;)


Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Senhora das Névoas


Autora: Flávia Côrtes
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Isa é uma menina cheia de sonhos: quer cursar medicina na faculdade e criar uma vida com seu grande amor: Luca. Um dia, vai passear com o namorado e alguns amigos e recebe a visita de uma estranha mulher, que revela que Isa é uma fada e passará por uma situação muito difícil. Dividida entre abraçar essa nova natureza e continuar com seus planos, ela precisa se redescobrir e lidar com essas criaturas desconhecidas.

    A personagem principal tem tudo que uma menina pode sonhar: um namorado lindo e que é louco por ela, pais que a apoiam e não cobram demais, uma casa e uma situação financeira ótima e sonhos que podem se realizar. Fiquei incomodada com algumas de suas atitudes e pensamentos durante o livro, e não simpatizei muito com seus problemas.

    No livro temos duas fadas: uma boa e uma que é malvada. No conceito de fadas que a autora usou, nem sempre elas são bondosas e amigáveis, mas podem ser extremamente vingativas e cruéis com quem as contrarie. Fiquei um pouco confusa em relação à mitologia e aos seres utilizados na história, mas achei interessante a ligação feita com lendas já conhecidas.

    No final das contas a história me prendeu e terminei rapidamente a leitura. Isa tem que escolher entre treinar e desenvolver seus poderes de fada e assumir sua natureza ou continuar com sua vida como humana. Fiquei interessada em saber qual seria sua escolha e no que isso afetaria sua vida.


    Como sempre, o acabamento do livro é maravilhoso. As páginas são amareladas e o texto é em verde, no tom da capa. Os traços da ilustradora são lindos e as imagens refletem bem o que a história passa. No final, temos um compêndio com informações sobre fadas, inclusive indicações de filmes. Fica aqui o convite para conhecer a história. :)


Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

Sozinha

"Sobre a sua morte e sobre o que é sentir o mundo girando em órbita contrária à sua, 
acordar com sua voz no quarto e deitar sabendo que nunca mais vou escutá-la."


Autora: Márcia Leite
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra

   Júlia é uma adolescente normal, com dúvidas e problemas de acordo com sua idade. Um dia, sua mãe a deixa na escola e ela não poderia estar mais despreparada para o que aconteceria. Sua vida acaba se transformando de uma forma inimaginável, e a menina precisa tomar decisões difíceis e dolorosas e aprender a lidar com seus sentimentos para conseguir passar por essa situação e voltar a viver.

   O livro é bem curtinho, tem 104 páginas. Mas mesmo sendo pequeno, ele traz algumas lições que a meu ver poderiam ser aproveitadas por jovens nessa situação. Júlia sofre a perda de alguém muito importante em sua vida e, além da dor, precisa tomar decisões e amadurecer mais rápido do que o normal.

    Não gostei muito da personagem Júlia, para dizer a verdade. É uma menina nova, mas um pouco mimada e chata às vezes. Em alguns momentos ela parece muito madura pra idade e em outros muito criança. Além disso, algumas situações que apareceram para que ela resolvesse foram situações estranhas, algumas eu acho que não caberia a ela resolver e outras não muito reais. 

    Em contrapartida, gostei da escrita da autora e de vários conselhos dados, que acredito que possam realmente ser úteis não só para alguém com uma perda recente, mas também para aqueles que não conseguiram lidar com alguma no passado. A sinopse me fez esperar uma história diferente, mas é interessante observar como a solidão é encarada e definida de forma diferente pelas pessoas.


    Quanto à diagramação, é linda! O livro é todo azul, inclusive a parte externa das folhas, por fora, e amarelo com letras marrons por dentro. Os capítulos são divididos por páginas azuis e contém alguma dica sobre o que virá, como a citação no começo do post.


    Não sei se não simpatizei muito com a personagem por ser mais velha que o público alvo, mas gostei da história e recomendo àqueles que possam estar passando por um momento difícil e se sentindo sozinhos. Nesses momentos nem sempre a ajuda de quem está por perto é suficiente e precisamos arrumar forças de algum lugar desconhecido para sobreviver e conseguir reconstruir a vida.

Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.
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