Te pego na saída

"Cuidado para não silenciar quem nem falou. A mudez empedra. E não é colorida e móvel, muito menos tem saída como um cubo mágico."


Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Edelbra

Livro gentilmente cedido pela Editora Edelbra


   Praticamente emendei "Não atravesso a rua sozinho" com este volume. Queria saber mais dessa vida, sentir de novo a nostalgia e a aventura vividas através dessas palavras. E não me decepcionei. Novamente Carpinejar trouxe essa sensação estranha de viver sem estar vivendo.



    Acredito que essa coleção não tenha ordem, mas acabei lendo este como o segundo volume. Assim como temos histórias de sua infância e brincadeiras, percebi que neste livro temos mais lembranças de vivências mais sérias, digamos assim. Uma briga na escola, o perceber que antigos companheiros de brincadeiras crescem e mudam, às vezes desaparecendo de nossas vidas.

    Uma parte deste livro que mexeu muito comigo foi em relação à sua educação, às suas lembranças em relação à escola. O autor teve problemas com sua alfabetização, e acho importante não ignorar o que aconteceu e ainda acontece com muitas crianças, que acreditam ser incapazes de ler e escrever por não receber a didática ou atenção necessária, e a importância da ajuda da família em casa neste processo. 

    Como comentei sobre a experiência que tive com a leitura dessa coleção no post de "Não atravesso a rua sozinho", gostaria de comentar aqui sobre a diagramação. As cores das capas são fortes e chamativas, mas o interior não deixa nada a desejar. As ilustrações trazem tons de preto e cinza, com detalhes nas cores das capas, e cada capítulo tem um bonito padrão com a cor do livro também. As ilustrações não são aleatórias e são tão encantadoras quanto a história dos volumes. 

    Gostei muito da leitura e recomendo novamente àqueles que gostariam de reviver o que viveram ou conhecer um passado diferente, mas com a recomendação também de que por mais que a vida seja diferente hoje em dia, essa simplicidade pode ser resgatada. Apesar de nos sentirmos pressionados a agir cada vez mais rápido, o mundo não acaba amanhã. Como Fabrício Carpinejar mostra com esses livros, a vida é feita de coisas pequenas, lembranças e vivências que não vão esperar que queiramos vivê-las. 



















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Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2014,
referente ao mês de Junho.

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