O Iluminado

"Ainda assim, sua curiosidade coçava tão alucinadamente quanto hera venenosa, num lugar que não deve ser coçado. Mas era uma espécie terrível de curiosidade, o tipo que faz a pessoa espiar por entre os dedos, nas partes mais assustadoras de um filme de terror."


Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras

   Jack Torrance é um pai que ama seu filho Danny, e sua esposa Wendy, mas os últimos anos não tem sido bons para sua família. Passando por alcoolismo, um episódio de violência doméstica e a perda do emprego numa boa escola, os Torrance estão lutando para sobreviver.

   E é nesse momento que Jack consegue uma ótima oportunidade: ser o zelador do hotel Overlook durante o inverno, tendo casa, comida e um bom salário esperando por eles. Por outro lado, a família precisaria ficar isolada por alguns meses, uma vez que a neve fecha as estradas todos os anos e derruba as linhas telefônicas que compõe o contato do hotel com o mundo exterior.

   Por um tempo tudo estava bem, mas o hotel não é um simples prédio que precisava de cuidados. Algumas coisas parecem acontecer e tiram o sono do pequeno Danny, que parece ver coisas que ninguém mais vê. Mas teria realmente alguma coisa ali ou seria o isolamento falando mais alto?

"Entendia uma porção de coisas sobre seus pais e sabia que muitas vezes eles não gostavam da sua compreensão ou não acreditavam nela. 
Mas algum dia teriam que acreditar. Se contentava em esperar."

   Essa leitura foi, na verdade, uma releitura. Li O Iluminado pela primeira vez em 2013, mas acabei não o resenhando para o blog, e queria fazê-lo. Pretendo ler e resenhar todos os livros do autor, e este não poderia ficar de fora.

   Lembro de gostar muito do livro, mas me fugiram vários detalhes, e essa leitura foi essencial. Cheguei a assistir as duas adaptações, em formato de filme e mini-série, e estava misturando algumas coisas.

   A família Torrance já passou por muitas coisas, e claramente não é perfeita, mas dá para sentir que se amam e tem muitas expectativas e esperanças de que o inverno no hotel possa ser o que precisam para que tudo melhore em suas vidas.

"Aquilo fora penoso, mas, pelo menos, ficara claro o que se passava, até para Danny, naquela ocasião um pouco maior do que um bebê. Mas os adultos estavam sempre metidos em conflitos, todas as possíveis ações complicadas pelas consequências, pela dúvida, pela própria imagem, por sentimentos de amor e responsabilidade. Toda e qualquer escolha parecia ter desvantagens, e, às vezes, ele não entendia por que as desvantagens eram desvantagens. Era difícil."

   Além deles, há alguns personagens marcantes no livro: Al Shockley, um ex-colega e amigo de Jack, que lhe indica para o emprego, o Sr. Ullman, o gerente do hotel e Dick Halloran, o cozinheiro do Overlook, que se torna amigo de Danny e o ajuda a entender um pouco as coisas que acontecem com o garoto. 

   À medida que o tempo passa, a atmosfera do hotel vai mudando, e as coisas se tornam mais tensas quando a família se vê presa na neve, longe de contato com outras pessoas.

   Durante a leitura, que escala rapidamente da metade do livro em diante, você pode sentir o terror e o mistério da história. Gosto como, apesar de Danny ter apenas 5 anos, o autor o retrata como um ser pensante e como um dos personagens centrais, ao invés de tratá-lo como parte da cena de fundo.

   Quanto às adaptações, não gosto do filme. Acho que foi modificado demais para ser tratado como texto adaptado e não gosto do enredo sem essa referência. A mini-série fez mais jus ao livro e teve maior acompanhamento e aprovação do autor. 

   Há algum tempo saiu a continuação, Doctor Sleep, e estou ansiosa para lê-lo, mas deve demorar ainda, pois pretendo ler os livros em ordem de publicação. Estou ansiosa para ler mais obras desse excelente autor e reler algumas que gostei bastante. E vocês, o que acham desse livro? Não esqueçam de comentar!

Boa leitura!

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Turma da Mônica (edição 99 - Março 2015)


   Trazendo mais um post de revistinhas da Turma da Mônica para vocês, dessa vez vou falar das revistas que foram lançadas no mês de Março de 2015. Espero que gostem! 

   Edições 99 (Março de 2015):




Magali - A volta do bode Bufa
   

Dudu aparece com um mascote de outras revistas: o bode Bufa, que devora tudo que vê pela frente.

Uma do Piteco (Caldeirão), uma do Bidu (Bidu e o Poço dos Desejos), uma do Zé Vampir (Assustados e Assustadores), quatro da Magali (A campainha, uma sem título, Magarela e Vestida para assustar), uma do Dudu (Em busca da cueca perdida), uma do Mingau (Quase piscando) e uma tirinha da Magali.




Cebolinha - O ogro da ponte
   
Mônica se transforma em um ogro que cobra pedágio em uma ponte do bairro, causando muita confusão.

Outras duas do Cebolinha (Vista Linda e Que fria), uma do Piteco (O ideal), uma do Cebolinha e o Louco (História muda (e louca)), uma da Turma do Penadinho (Fora do Pântano e da banheira!), uma do Cebolinha e Cascão (O plano dos fios de cabelo) e uma tirinha do Cebolinha.





Cascão - O baú mágico

  Cascão encontra um baú onde cabem todos os seus brinquedos, só que uma coisa estranha acontece.

Uma do Bidu (Robocão), uma do Cebolinha e Cascão (Esses planos...), uma do Bloguinho (Computador), outras três do Cascão (A Caichxa, O Cavaleiro Destemido e Caverna), uma da Turma do Penadinho (Uma HQ de arrepiar), uma da Turma (A Mala) e uma tirinha do Cascão.



Chico Bento - Um precinho para tudo

  Tião começa a cobrar do Chico por algumas coisas, até que passa do limite.

Uma da Turma da Mata (Bicharocos, fora do meu casco!), uma do Chico Bento e Rosinha (O Pedido), outras seis do Chico Bento (Canto, O pombo-correio, “Tamo junto!”, Quero sossego, Conselho Inteligente e Não acredito em crendice), uma do Papa-capim (Conta comigo que é o mesmo que nada!), uma da Turma do Chico Bento (O atrasado), uma da Rita Najura (Nada como uma fada madrinha) e uma tirinha do Chico Bento.





Mônica - Uma selfie de aniversário


 Mônica completa sete anos e antes da festa recebe a visita de uma menina que lhe dá um celular de presente, e depois de tirar uma selfie ela começa a agir de modo estranho.

Outras cinco da Mônica (“ET”, Projeto Ecológico, Nada pode estragar, De olho no coelho e Grilo na cuca e no Luca), uma da Dona Morte (Um dia na vida da Dona Morte) e uma tirinha da Mônica.






Turma da Mônica – O que aconteceu com a samambaia da Mamãe?

Cebolinha vai visitar a Mônica e a samambaia favorita da mãe da Mônica acaba sendo destruída.

Uma história da Turma do Penadinho (Mingau), três da Mônica (E o escolhido foi..., O poste e Mônica Retrô), uma do Anjinho (Para publicar na internet), uma da Pipa e Zecão (A amiga misteriosa do Feicebuqui), uma do Cascão (Essa chuva tá no gibi) e uma tirinha da Turma da Mônica.




 
Não esqueçam de comentar e deixar sugestões, por favor :)
  
Boa leitura!

Colin Fischer



Autores: Ashley Edward Miller e Zack Stentz
Editora: Novo Conceito

   Colin Fischer é um menino de 14 anos muito inteligente que está começando o colegial e passa por vários problemas, uma vez que não é muito popular entre os outros alunos. Ele foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger desde novo, e por isso não consegue interagir e reconhecer as expressões faciais das pessoas com facilidade, usando como apoio cartões de memorização para entender o que os outros estão pensando. 


   Em uma comemoração de aniversário na cantina, uma arma é disparada, e apesar de ninguém ter se ferido, a escola entra em pânico, passando a procurar pelo culpado. Quando ele percebe que um dos alunos, Wayne Connelly, é acusado injustamente, ele resolve investigar e descobrir o verdadeiro culpado.
   Quando eu li a sinopse desse livro, fiquei interessada. Gosto de mistérios e de personagens diferentes, e o livro parecia divertido. Qual não foi minha surpresa ao perceber que o livro não era tão leve e tranquilo quanto eu esperava. 


    Abordando temas como bullying, preconceito, crueldade e abandono de menores, ele ainda consegue ter um tom jovial e, em algumas partes, divertido. Apesar de todos os problemas que Colin enfrenta no dia-a-dia, ele tem um núcleo familiar forte e uma amiga no colégio, que o ajudam a entender melhor o mundo a sua volta. 

    Além do enredo central, temos alguns desafios e definições nos começos dos capítulos, o que eu achei bem interessante, porque além de explicações, eles interagem com a história de Collin, contendo, por exemplo, conversas com seu pai. 

   Fui com baixas expectativas e gostei muito da leitura. Gostaria que tivesse mais livros com esses personagens, e acompanhar Colin através da sua adolescência e próximos anos escolares. E vocês, já leram? O que acharam do livro? Não esqueçam de comentar :)

Boa leitura!

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Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Diminuindo a Pilha 2017, do mês de fevereiro, no tema Autor que Nunca Leu.

'Salem



Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras

   Ben Mears é um escritor que volta a cidade onde passou 4 anos de sua infância e momentos de puro terror. Inspirado por um imóvel local, ele procura escrever seu novo livro e quem sabe entrar na lista de best-sellers. Hospedado em uma pensão local, ele faz novas amizades na cidade e espera enfrentar um antigo medo da infância. 

   Além dele, a cidade recebe também outros forasteiros: dois homens que compram a casa mais sinistra de 'Salem (coincidentemente, a mesma em que Ben está interessado), que estava abandonada há anos, e montam uma loja que não se encaixa muito no perfil local. Além disso, ninguém viu ainda um dos dois, o sr. Barlow, um misterioso negociante. 

   Começando pelo desaparecimento de uma criança, várias coisas estranhas acontecem em Jerusalem's Lot. Quando outras pessoas também desaparecem misteriosamente, Ben percebe que algo muito grave está acontecendo na pequena cidade, e que talvez ele e seus amigos não sejam o suficiente para derrotar o mal que cerca 'Salem. 
   
"Antes de mergulhar no sono, ele refletiu - não pela primeira vez - sobre como os adultos eram curiosos. Tomavam álcool, laxantes ou soníferos para espantar os medos e conseguir dormir, mas eram medos mansos e domésticos: trabalho, dinheiro, o que a professora vai pensar se eu não vestir Jennie melhor, será que minha mulher ainda me ama, quem são meus verdadeiros amigos. Eram suaves comparados aos medos que toda criança enfrenta a cada noite na escuridão do quarto, sem esperar que ninguém a entenda a não ser outra criança. Não existe terapia em grupo, nem psiquiatra, nem assistente social para a criança que tem de lidar com a coisa debaixo da cama ou dentro do porão todas as noites, a coisa que a ameaça e provoca além do limite da visão. A mesma batalha é travada noite após noite, e a única cura é a eventual ossificação da imaginação, que também se chama idade adulta."

    Peguei esse livro sem grandes expectativas, estou tentando retomar o ritmo de leitura que caiu bastante nos últimos anos. Como todo livro do Stephen King que li até agora, este capturou a minha atenção. Apesar do tema não ser um dos meus preferidos, 'Salem entrou para a lista de favoritos. 

    Gostei muito da construção dos personagens nesse livro e me apeguei muito a Mark Petrie, o menino que se mudara a pouco tempo para a cidade e adora monstros e filmes de terror. Se tenho alguma crítica, é a de que queria ter visto mais dos vilões. Toda a ambientação da história e aumento de tensão até o clímax também foram muito bem pensados, o que tornou esse livro realmente assustador. 

"As pessoas comuns não duvidam tanto do sobrenatural quanto os escritores dão a entender. Muitos autores que tratam desse tema são mais céticos em relação a espíritos e demônios do que o cidadão comum. Lovecraft era ateu. Edgar Allan Poe era um transcendentalista de meia-tigela. E Hawthorne era religioso só por fora."

    Eu gostaria de rever esses personagens em outra história ou até mesmo em algum tipo de continuação, e saber o que aconteceu a partir do final deste livro. A única coisa que realmente me incomodou na edição brasileira foi a tradução anterior do título, mas gostei muito dessa nova edição reformulada. Recomendo muita a leitura de 'Salem, principalmente para quem é fã do gênero ou do autor. 

   E vocês, já leram 'Salem, tem vontade de ler? Não esqueçam de comentar :)

Boa leitura!

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Ps: Esse livro faz parte do Desafio Literário Diminuindo a Pilha 2017, do mês de janeiro, no tema Encalhado na estante (estava lá desde 03/2014 #vergonha)


The Bad Beginning

"It is very useful, when one is young, to learn the difference between "literally" and "figuratively". 
If something happens literally, it actually happens; 
if something happens figuratively, it feels like it's happening. (...)

They then went to their room and crowded together on the one bed, reading intently and happily. Figuratively, they escaped from Count Olaf and their miserable existence."


Autor: Lemony Snicket
Editora: HarperCollins

    Acredito que esse livro não precise de muitas apresentações, mas vamos lá. Ele foi publicado como "Mau começo" aqui no Brasil, pela Companhia das Letras, e conta a história de três órfãos, Violet, Klaus e Sunny, que num incêndio horrível perdem os pais e a casa onde moravam, tendo que ir morar com um parente distante e desconhecido, o Conde Olaf. Como o próprio nome da série diz (Desventuras em Série), a história dos três não é nada feliz.

    Os três irmãos são muito apegados e muito inteligentes. Violet é uma jovem e brilhante inventora, Klaus absorve tudo o que lê e é muito perspicaz e a pequena Sunny, como toda criança de colo, adora morder tudo o que vê. Como esperado, o baque de perder tudo em um dia é grande, mas tudo piora quando caem na guarda do Conde Olaf, um homem perverso, e vão morar na sua casa suja e caótica, com uma única cama para os três.


    Os adultos no geral me irritaram bastante no livro, uma vez que não parecem dar muito importância ao que as crianças tem a dizer (infelizmente vemos muito disso na nossa sociedade também), o que as expõem ainda mais a riscos que poderiam ser evitados. Mas, de forma geral, gostei da construção dos personagens e espero rever alguns deles nos próximos livros da série.

    Essa foi uma releitura, eu comprei o box completo (são 13 livros) tanto em inglês quanto em português, e li a tradução brasileira em 2014. Na época eu não gostei muito do livro e confesso que as várias explicações de vocábulos me irritaram bastante. Já tinha assistido ao filme e acabava comparando os dois e preferindo a adaptação.


    Dois anos depois, peguei a edição na língua original, e foi como ler outro livro. Ainda é difícil separar o livro do filme, mas as explicações fizeram mais sentido, já que não tenho tanto vocabulário em inglês e até desconhecia algumas das palavras. De alguma maneira a leitura pareceu fluir melhor também e eu me envolvi mais na história, tendo mais vontade de continuar a série.


    Estou curiosa para saber das aventuras que os irmãos ainda vão viver e não vou contar muito mais do enredo porque no final, é um livro pequeno. Gostei bastante das ilustrações e da qualidade das duas edições, mas preferia que a edição original não tivesse as folhas com corte irregular, pois as pontas de algumas páginas amassaram enquanto eu fazia a leitura. A edição brasileira é em capa mole, enquanto a  edição em inglês é hardcover e nas duas edições cada volume tem uma cor de lombada diferente.


        Vou acompanhar as desventuras dos irmãos e espero continuar gostando da série! E vocês, já leram esse livro? Não esqueçam de comentar abaixo :)

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Boa leitura!


Então é Natal...


Árvore aqui de casa com alguns filtros

   O blog é de resenhas, mas chegamos mais uma vez a essa época do ano e resolvi escrever um pouco aqui sobre esse mês. O Natal pode ter um significado diferente para cada pessoa, e para mim nunca foi uma grande celebração. Aquela grande festa de Natal, com a família toda reunida, muitas decorações e uma grande mesa recheada de comida nunca aconteceu. Uma parte da minha família nem mesmo decorava a casa haha.

    Por algum tempo eu sentia falta dessa festa que nunca tive. Não tanto pelos enfeites, mas de poder reunir todos num só espaço. Nos meus primeiros anos de vida a minha família materna morava em outra cidade, então não passava conosco, e depois dos 7 anos meus pais se separaram, então geralmente estava na casa do meu pai nas férias e consequentemente no Natal. Como adulta, eu compreendo que era o melhor arranjo possível, mas até hoje eu não consigo lidar muito bem com ter que escolher com quem eu estou nos momentos importantes da minha vida. E querendo ou não, uma das imagens mais fortes do Natal é o festejar com a família.

     A leitura acabou tendo um grande espaço na minha vida nesse setor, e a imagem do Natal pode ser bem diferente nos livros. Enquanto os filmes geralmente retratam a grande festa, grande família ou uma enorme mudança de vida, muitos livros mostram natais como muitas vezes são. Uma pequena reunião amorosa, um esforço para comprar a ceia ou até mesmo uma noite normal e solitária. Com isso eu consegui aceitar que aquela grande festa nem sempre existe (ou nem sempre é real e honesta). 

    Hoje em dia eu fico feliz de na ceia de casa não ter as infames piadinhas e perguntas indiscretas (e até ofensivas), e sim uma reunião de pessoas que escolheram estar ali (mesmo que às vezes role tretas também haha). Ainda não fico muito feliz de ter que escolher entre uma pessoa ou outra para passar o natal, mas tento balancear o meu tempo entre as pessoas que eu amo, e não estar presente em um dia do ano não quer dizer que eu não pense em quem não está comigo. 

    Muitas vezes a gente não sente falta de algo em si, mas sofre pela expectativa do que algo gera. Não é que eu nunca tive um Natal feliz, mas eu nunca tive algo que me disseram que eu deveria ter. Então fica aqui o desejo de um Feliz Natal para todos vocês. E se você não celebra o Natal, Boas Festas! :)

The Earl's London Bride



Autoras: Lauren Royal e Devon Royal
Editora: Novelty Books

   Mais um da série: "Achei de graça na Amazon e acabei gostando". Uma das vantagens de ser ler e-books e estar sempre acompanhando a loja da Amazon é que eu acabo encontrando livros que não são muito divulgados ou são de outros países, de graça. Nesse caso, o livro é um romance "sweet and clean", ou seja, basicamente foi publicado anteriormente como o que é conhecido aqui no Brasil como "romance de banca" e foi reformulado para ser acessível para outras faixas etárias. Sinceramente eu nem sabia que esse termo existia e se referia a essa adaptação. Mas vamos à história.

    O livro se passa na Londres de 1666, onde Amethyst Goldsmith tem uma profissão um pouco inusitada para mulheres: ela é fabricante e designer de jóias. Sendo filha única e a última da linhagem direta dos Goldsmith, ela foi prometida em casamento ao aprendiz do seu pai, mas com a proximidade da cerimônia, ela questiona cada vez mais se realmente será feliz com ele. 

    Por outro lado, Colin Chase, um jovem nobre, segue um caminho bem diferente. O segundo filho de uma família que apoiou o Rei em momentos difíceis, ele ganhou o título de Conde, e após alguns anos em exílio, ele está ansioso por garantir segurança e prosperidade a sua futura família. Nada mais certo que casar com uma rica herdeira, filha única, que além de trazer dinheiro também trará outro título de nobreza.

    Obviamente, nem tudo vai acontecer como foi planejado. Um grande incêndio acomete Londres, e com isso a vida dos dois muda enormemente. Não vou dar muitos detalhes por aqui, mas eu acho que quem está familiarizado com esse tipo de romance já deve imaginar aonde isso os levará. 

    Apesar de já ter lidos vários "romances de banca" e muita coisa ser clichê e pré-formulada, eu não me canso de conhecer novas histórias. A autora conseguiu me cativar com os personagens principais e vários secundários. A família de Colin, por exemplo, com dois irmãos e uma irmã, é adorável. Como romance histórico, algumas coisas soaram estranhas para mim, como um incêndio durar dias ou as regras da sociedade no geral. 

    A leitura conseguiu me deixar ansiosa e preocupada nas partes mais difíceis do livro, e como todo bom romance, torcendo para que tudo acabasse da melhor maneira. Não tenho conhecimento para opinar sobre a parte histórica do livro, mas posso dizer que o livro como um todo conseguiu me entreter e prender a atenção. Ignorando os clichês, só achei que o final ficou um pouco corrido e poderia ser um pouco mais desenvolvido, mas nada que atrapalhasse a conclusão da história. 

    No final do e-book há uma lista dos livros da autora, e não é nenhuma surpresa ver que foram feitos livros com os irmãos de Colin também. Não sei se vou continuar lendo essa série, mas indico o livro para quem gosta do gênero. Quanto a ser "sweet and clean", eu achei que uma parte ficou um pouco pesada para ser uma versão "para todas as idades", porém mais relacionado a violência do que a algum conteúdo sexual. 

   Vocês podem aproveitar que o livro ainda está de graça na Amazon e depois compartilhar suas impressões nos comentários :) Se você já leu, também não deixe de me dizer se gostou ou não!

Boa leitura!

Pixel Trapped – Alex’s Story

Esse é o terceiro livro da série "Lost in Minecraft World"


Autor: Ash Schmitt

Alex é uma guerreira no mundo de Minecraft. Com sua espada, ela adora matar mobs, e essa é sua atividade favorita. Um dia, perseguindo um Wither no Nether, ela acaba encontrando um portal que a leva para um lugar totalmente inusitado: a Terra. 

Nesse novo mundo ela encontra um menino, Mike, que está apavorado: ele sempre pensou que Minecraft fosse só um jogo. Agora os dois precisam se unir para matar o Wither e salvar o mundo que não conhece e nem está preparado para lidar com as mobs mortais. 

Peguei esse e-book na Amazon sem muita pretensão. Eu gosto de Minecraft, então tenho lido alguns livros sobre o jogo e gostei desse. É bem curto e acabei descobrindo que é o terceiro de uma série (oops).

Não pude deixar de imaginar a colisão desses dois mundos em um filme, e gostaria muito de assisti-lo se fosse feito. A personagem da Alex traz alguns problemas do seu passado e isso se reflete na sua atitude no presente, e após o final do livro eu fiquei interessada em ler mais sobre ela.

O personagem de Mike já não tem muito background, até o que foi descrito é um menino normal da Terra que gosta de jogos. Mais para frente eu gostaria de pegar os outros livros da série para ler, mas vendo por esse que li, acredito que todos poderiam ter feito parte de um livro só. 

Recomendo o livro para quem gosta de Minecraft e está interessado em uma leitura bem leve. Para o público que não conhece o jogo talvez seja difícil se conectar com o mundo de Alex e as aventuras dos dois nessa história, mas também pode valer a pena a experiência! ;)

Boa leitura!

Bout of Books 16 #7 (Conclusão)

Bout of Books

    Percebi que não havia publicado o sétimo dia do Bout of Books 16 (#vergonha), então resolvi acabar com o mistério e publicar o que eu li e a conclusão dessa maratona!

Sétimo dia (e conclusão) do Bout of Books!

Dia 15:

No sétimo dia eu li até a página 103 de Deuses Americanos, de Neil Gaiman. 

Total: 23 páginas. 

   Dos meus objetivos iniciais eu consegui:

- Terminar um livro começado, The Hauting of Highdown Hall (Psychic Surveys #1), de Shani Struthers.

   Acabei também lendo a continuação deste livro, Rise to mee tentei adiantar um pouco o livro Deuses Americanos, que também estava na meta inicial, mas só consegui ler 39 páginas dele (e não terminei até a data deste post). Consegui aumentar um pouco as minhas leituras com o Bout of Books, mas nem tanto quanto esperava. Meu ritmo também caiu muito de lá para cá e estou tentando retomá-lo. Fazendo um resumo, eu li nos seguintes dias essa quantidade de páginas:

09/5: 104;
10/5: 23;
11/5: 72;
12/5: 55;
13/5: 127;
14/5: 16;
15/5: 23.

Total: 420 páginas.

    Apesar de tudo, eu gostei das leituras que fiz e fiquei feliz de ter participado. Não tenho conseguido ler nem postar o quanto eu gostaria, mas espero que algumas coisas se resolvam na minha vida para que eu possa me dedicar mais a essas atividades que gosto tanto. Agradeço muito a quem acompanha o blog e está comigo aqui <3

Até o próximo post e boa leitura!

Bout of Books 16 #6

Bout of Books

Sexto dia do Bout of Books!

Dia 14:

No sexto dia eu li até a página 80 de Deuses Americanos, de Neil Gaiman. 

Total: 16 páginas. 

O desafio de hoje é compartilhar o meu momento favorito no Bout of Books, que pode ter acontecido nessa edição ou nas anteriores. 

O que eu gosto nesses desafios/maratonas de leitura, é que elas realmente me motivam a ler em um dia que eu quero ler mas não consigo separar um momento para isso, independentemente do motivo. E é muitas vezes esse pequeno incentivo que te ajuda a começar um livro novo, terminar um que estava há muito tempo parado ou até mesmo escolher um que não estava nem um pouco próximo na fila de leitura. 

Nessa edição meu "momento favorito" foi ter a motivação para terminar um livro da meta, The Haunting of Highdown Hall, e começar a ler sua sequência, Rise to me, e terminá-lo nessa semana.

Por mais que eu não seja muito ativa nas redes sociais nesses eventos, eu gosto muito de participar, e espero trazer esse ambiente de leitura para o blog também :)

Espero vocês amanhã para a conclusão, e boa leitura!

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