Jogador nº 1

Autor: Ernest Cline
Editora: Leya

    Em um futuro onde acabaram várias fontes de energia, e comida, eletricidade e abrigo são artigos de luxo, um videogame salva a todos da realidade: Oasis. Mas mais que um jogo, Oasis é um novo mundo, onde você pode estudar, trabalhar, vender artigos e viver muitas aventuras. Quando o criador e desenvolvedor do jogo, James Donovan Halliday, morre, uma grande surpresa é revelada.

   Acontece que o sr. Halliday é uma das pessoas mais ricas e poderosas, e morre sem ter um herdeiro, lançando então um concurso. Fã de videogames, músicas e filmes dos anos 80, década em que nasceu, ele revela que tem uma paixão por Easter Eggs, uma informação que o desenvolver esconde dentro do jogo e que cabe ao jogador descobri-la. Pode ser o nome do programador, uma imagem de outro jogo, qualquer coisa.

   Halliday então revela que desenvolveu um Easter Egg dentro do Oasis e deixa uma dica de que existem três chaves que abrem três portões e que o jogador que chegar ao final herdaria toda a sua fortuna e o poder sobre o jogo. Claro que todos os jogadores ficam muito animados em conseguir descobrir essa informação e melhorar de vida, mas se passam cinco anos sem que ninguém consiga nada, e a maioria já desistiu. É nesse ponto que conhecemos Wade Watts, um garoto de 18 anos que finalmente acha a primeira chave. Com essa descoberta tudo muda, e o que era a caçada para um futuro melhor se torna uma luta pela vida. 

   Ouvi falar muito desse livro e estava curiosa, principalmente por gostar de videogames e ter trabalhado por um breve período como programadora (nunca programei games, mas o tema chamou minha atenção). Fiquei muito feliz quando vi que estava disponível no Kindle Unlimited e foi o primeiro livro que peguei emprestado e li. 

   Confesso que Wade Watts não me conquistou de cara. É um personagem muito pessimista, com uma vida sofrida, órfão, com uma tia malvada e vivendo em um dos piores lugares descritos no livro. Entretanto, não gostei de muitas atitudes que tomou no começo e meio do livro e comecei a simpatizar um pouco mais quando estava chegando á metade da história. Achei mais interessantes os outros quatro famosos caça-ovos (jogadores que se dedicam a achar o Easter Egg) que conhecemos também. Em alguns momentos desejei que o livro não fosse narrado em primeira pessoa, pois seria mais interessante ver seus pontos de vista. 

   O livro ficou muito falado pelas várias referências aos jogos, filmes e músicas dos anos 80. Halliday nasceu nessa década e deixou um manual de referências que se tornam conhecidas por todos os caça-ovos por poderem estar relacionadas á caça, e o mundo todo mergulha nos anos 80, não só na cultura como também no vestuário. Além de ser relacionado ao jogo, há também um certo saudosismo por ser uma época em que o mundo era um lugar bom de se viver.

   Uma coisa que mexeu muito comigo é que o livro não se passa em um futuro muito distante, mas daqui a uns 25 anos, e o modo como o mundo está não é algo muito impossível de acontecer. Isso me fez pensar muito no consumismo desenfreado e na falta de preocupação não só com o meio ambiente, mas também com o próximo. 

   Gostei muito do andamento que o livro toma quando temos mais ação, e do desenvolvimento de alguns personagens, e fiquei curiosa para ler outros trabalhos do autor. Indico para todos, não precisa ser nerd ou geek para gostar da história. Eu não conhecia várias referências que foram feitas ao longo da leitura e mesmo assim me diverti e aproveitei a leitura. 

   E vocês, já leram? Pretendem ler? Não esqueçam de comentar abaixo! 

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Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2015, referente ao mês de Janeiro,
e do 2015 Reading Challenge, na categoria "Um livro que se passa no futuro".

Boa leitura!
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