Cidade das Cinzas

ATENÇÃO: Segundo livro da série Os Intrumentos Mortais, cujo primeiro livro é Cidade dos Ossos. Para quem não leu o primeiro, essa resenha contém spoilers.


Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record

   Recapitulando, Clary descobre que é uma caçadora de Sombras também, filha de Valentim, o grande vilão da história. Infelizmente, acaba descobrindo que Jace, o menino que ama, também é filho dele, sendo assim seu irmão. Como se não bastasse isso, ela consegue achar sua mãe, mas esta se encontra em coma profundo, causado por algo desconhecido, e ninguém consegue reverter.

   Valentim consegue roubar um dos três instrumentos mortais: o Cálice Mortal, um poderoso objeto que foi usado para criar os primeiros Caçadores das Sombras. Agora, foragido, não sabem qual seu próximo passo, e todos têm que lidar com um Jace sarcástico, irônico, revoltado, que está causando muita confusão.

   Encontramos os personagens em um estado caótico. Clary começa a sair com Simon, mas não consegue esquecer seu irmão, Jace, por quem se apaixonou antes de saber dessa ligação. Simon, por sua vez, está agindo estranho, distante em alguns momentos. Jace está passando por problemas familiares e tendo que lidar com a nova informação de que seu pai está vivo e não conseguindo lidar com o fato de que o amor que sente por Clary não é fraternal.

   Começam a acontecer coisas estranhas. Crianças do submundo são assassinadas e Valentim consegue roubar mais um Instrumento Mortal. Jace é então acusado de ter algum envolvimento, e todos tentam descobrir o que Valentim fará em seguida.

   Gostei muito desse livro. Terminei o primeiro em plena agonia ao descobrir que Clary e Jace são irmãos. Gostei tanto dos dois como casal, e quando começaram a aparecer indícios dessa ligação entre os dois, eu não acreditei que a autora poderia realmente fazer isso com eles. Pois é, ela fez. Descobrimos no livro passado a história dramática de Jocelyn e o envolvimento de Luke na vida das duas. Luke, a propósito, descobrimos ser um lobisomem, que se tornou líder um bando para ajudá-las.

   Sofri muito junto à Jace e Clary, a autora conseguiu passar a agonia que é amar e não poder demonstrar nem agir sobre esse amor, mesmo sabendo ser correspondido, e a desesperança de saber que nunca poderá acontecer. A relação de Clary e Simon mudou drasticamente e Simon amadurece muito. 

    Conseguimos alguns pedaços de informação que podem se transformar em coisas interessantes no futuro. Ganhamos conhecimento sobre os lobisomens nesse livro, conhecendo mais o bando de Luke e trazendo mais uma personagem lupina. 

   Achei que a escrita e a história conseguiram evoluir nesse segundo livro, e fiquei muito satisfeita com isso. Sempre existe aquele medo da autora estragar a história em uma série, mas não foi o caso. Como no primeiro, o final traz uma grande revelação, que é interrompida até o próximo livro e nos traz grande expectativa.

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Os Goonies + PROMOÇÃO

"Aqui embaixo era um mundo diferente. Era a vida e a morte, e maravilhas e romance, e poços sem fundo e riquezas fabulosas. Aqui você precisava pisar leve e ser rápido no gatilho."



Autor: James Kahn
Editora: Darkside

   Quem lembra deles? Fiquei chocada ao perguntar à alguns amigos se se lembravam, e vários disseram que não. Felizmente, ao mostrar uma foto do filme ou dizer a sinopse, alguns se lembraram. Os Goonies embalaram minha infância, primeiro com o jogo com o qual eu ficava horas no Phantom System (alguém se lembra dele também?) e depois com o filme. Sonhava com uma amizade e uma aventura empolgantes como à da história.

Jogo dos Goonies

   Ano passado eu vi a capa do filme circulando e fiquei animada, achando que era um remake do filme, e aí vi que era um livro baseado no filme, e fiquei um pouco desanimada, para falar a verdade. Semana passada eu vi uma promoção do Bluray + filme na Submarino e resolvi arriscar. E gente, como me arrepiei e ri de novo!

   O livro consegue trazer sentimentos que o filme não traz, me senti num ambiente ainda mais eletrizante e sombrio. Revendo o filme hoje até entendo porque. Apesar de amar o filme, os atores são um tanto cômicos, e isso quebra o clima de perto da morte que o livro traz. Algumas modificações que o livro traz também acrescentam essa sensação.

   A base da história é a mesma. Quatro amigos que moram em uma região pobre estão prestes a perder suas casas para o Clube local, que está executando uma hipoteca que ninguém tem condição de pagar para transformar o terreno em um gigante campo de golfe. Um dia antes da expulsão de todos, eles resolvem invadir o sótão da casa, onde várias coisas do museu de História local, onde o pai de um deles trabalha, estão guardadas. No meio de coisas velhas e quebradas eles encontram um mapa do tesouro e resolvem tentar achá-lo. Ao procurar pelo tesouro eles acabam se deparando com perigosos criminosos, uma criatura medonha e várias armadilhas montadas por Willy Caolho, o pirata dono do tesouro, em 1600 e pouco. 

   O livro não fala só de uma busca gananciosa por um tesouro, mas também de amigos querendo mais que tudo poder morar juntos, crescer juntos, e manter suas casas, e do espírito de aventura e fé que uma criança pode ter em conseguir algo. Ele acrescentou alguns detalhes deliciosos ao filme, e traz uns extras sobre o final. 

   Adorei o livro e continuo gostando muito do filme. Inclusive ao assistir hoje, me surpreendi rindo novamente e vibrando junto com eles nessa aventura. Foi bom relembrar todos esses sentimentos de criança que eu não deveria ter esquecido. Espero que quem tenha assistido possa reviver também, e que quem não conheça possa se maravilhar :)

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   Para aqueles que não conhecem ou não tem o filme e o livro, SURPRESA! Fiquei tão animada com o livro e o filme que resolvi sortear o livro + o dvd para vocês!

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Confiram as regras no "Terms and Conditions" e boa sorte! :D


Harry Potter Box Set (1-7)

Bom, resolvi fazer algo diferente nesse final de semana :)

Eu comprei essa Box Set dos livros Harry Potter em hardcover (versão americana), na Submarino, e filmei os livros para mostrar para vocês como a coleção é. Como é o primeiro vídeo do blog e eu gravei sozinha, por favor deem um desconto para algumas coisas (como meu dedo aparecendo no canto em alguns momentos :p). Vou mostrar alguns detalhes comparativos com os livros que foram lançados no Brasil através de fotos. 



   
Diferença de tamanho entre a edição brasileira e a americana




Capas americanas x Capas Brasileiras 



Diferença no tamanho total das duas coleções


Apresentação do livro: brasileira x americana


Primeiro capítulo de HP e a Pedra Filosofal: brasileira x americana


Detalhe da carta de Hogwarts americana, com assinatura da McGonagall



Bilhete de Dumbledore com sua caligrafia, dando a capa da invisibilidade ao Harry


Imagem do Dobby no capítulo II de HP e a Câmara Secreta


Assinatura de Hermione em uma carta enviada a Harry


Final <3

   Gostei muito dessa edição americana, e fiquei encantada com alguns detalhes que não fizeram parte da edição brasileira, o que me deixa muito triste. O acabamento dessa edição é maravilhoso, inclusive o detalhe do baú no qual ela vem, com um padrão envelhecido, como se fosse velho. Espero que gostem do post, qualquer dúvida, podem perguntar! Deixem seus comentários abaixo :)

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O Leitor


“Penso, chego a um resultado, mantenho o resultado preso a uma decisão e faço a experiência de que a ação é uma coisa por si mesma, que pode mas não tem de seguir a decisão. Com bastante frequência no decorrer da minha vida fiz o que não tinha decidido e deixei de fazer o que tinha decidido”



Autor: Bernhard Schlink
Editora: Record

   Michael Berg, um adolescente alemão, passa mal no caminho da escola para casa, e é ajudado por uma mulher vinte anos mais velha. Doente por meses, quando se cura vai à sua casa agradecê-la, e acaba ficando com sua imagem marcada na cabeça. Começam então a ter um caso escondido, intercalando as relações com leitura de livros clássicos. Depois de um desentendimento, ela desaparece, deixando uma marca de grande culpa nele.

   Anos depois, estudante de Direito, Michael participa de um seminário especial, que estuda o julgamento de guardas da SS em uma tragédia específica, quando em uma noite muitas mulheres judias morreram queimadas em uma igreja, que não foi aberta pelas guardas para que elas saíssem quando começou o fogo. Uma das guardas era Hanna Schmitz, a mulher que ele amara na juventude. 

   Assisti ao filme de mesmo nome à algum tempo, ano passado se não me engano, e lembro que fiquei acordada até mais tarde do que deveria para poder acompanhar o final. Esse ano, olhando a biblioteca comunitária da minha faculdade, encontrei algumas cópias do livro e resolvi dar uma chance de novo à história que me chamou atenção. Não tinha visto o filme desde o começo mas sabia mais ou menos como começava.

    Confesso que não consigo decidir qual dos dois me interessou mais. O livro é muito bem escrito e muito profundo, cheio de reflexões que devem ser feitas quanto ao tema. O filme é muito bem interpretado e fiel ao livro. O tema Holocausto sempre me chamou atenção desde o colégio, talvez por ser tão difícil de ser entendido, se é que alguém pode realmente dizer que o entende. E é difícil ler sobre ele, por tamanha crueldade envolvida.

   Ao mesmo tempo que de certa forma sinto uma rejeição geral ao se falar nisso, sinto que devemos estudar e falar. As coisas hoje em dia tem se tornado de certa forma muito cruéis também. A violência tem se mostrado cada vez maior nos noticiários, e isso me preocupa muito. Temos visto mais casos de assaltos seguidos de bárbaras mortes, estupros, e outras maldades enormes, e me pergunto o porque disso. 

   Da mesma forma que não entendemos o que houve na época, não consigo entender o que acontece hoje em dia. Será que nossos descendentes, no futuro, lerão sobre nossa época e se indignarão e não entenderão o que houve conosco tanto quanto não entendemos o que aconteceu no passado?

   No livro vemos claramente essa questão de culpa, quando Michael se sente mal por amar uma criminosa, por não entender como pôde amá-la, mas ao mesmo tempo não consegue esquecê-la, e com isso vive uma vida perturbada, se fechando para o mundo, não conseguindo viver normalmente. E se questiona sobre o Nazismo do mesmo modo que nós, praticamente 68 anos depois, também fazemos. Sua geração não consegue entender o que houve, e não consegue lidar com isso. 

   Hanna vive um segredo que modifica todas suas escolhas durante sua vida, e de forma alguma justifica o que fez de errado. Quantas vezes fazemos escolhas erradas com medo de fazer as certas ou para não ferir o orgulho? Ao ser colocada de frente às consequências de suas escolhas, Hanna não consegue lidar com elas. 

   O livro faz questionamentos quanto moral, escolhas, ação, pensamento, culpa, questionamentos estes que as pessoas deveriam se fazer antes de agir, e que muitas vezes não o fazem. Um questionamento em particular que o Holocausto e a atualidade nos forçam a fazer é: até que ponto a sociedade e as ordens são significativas frente à escolha pessoal? Realmente somos obrigados a alguma coisa nessa vida, ou nos deixamos ser para termos a ilusão de que não temos escolha e assim não precisarmos encarar as consequências como nossa culpa no futuro?   

"Eu tinha sempre a sensação de que, sem dúvida, ninguém me entendia, de que ninguém sabia quem eu era e o que me levava até aquele ponto da minha vida. E você sabe, quando ninguém entende, ninguém pode exigir que você preste contas. Mas os mortos podem. Eles entendem. Para isso não precisam ter estado por perto; mas se estiveram, entendem especialmente bem."

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