Carrie, A Estranha


Autor: Stephen King
Editora: Objetiva

   Stephen King sempre foi um escritor meio desconhecido para mim, pois não estou acostumada a ler o gênero Terror e raramente leio suspenses também. O único que tinha lido era Insônia, que gostei muito. Já assisti aos outros dois filmes de Carrie, e sempre achei a história intrigante, e como será lançado um novo filme que aparentemente será mais fiel ao livro, resolvi lê-lo.

   A história se passa com Carrie White, uma jovem no último ano do colégio, que sofre o que chamamos hoje em dia de bullying por ser considerada esquisita, pois é uma menina introspectiva, sem amigos, e que se veste de uma maneira diferente, sempre de blusa de manga comprida com gola fechada, suéteres largos e saias longas.

   Carrie é orfã de pai, e a mora com sua mãe, uma mulher fanática religiosa, que vê pecado em tudo que existe, e por isso quando sua menstruação chega extremamente atrasada no meio do vestuário, durante o banho, a reação de Carrie é a de pavor, achando que está morrendo. Como é uma reação no mínimo inesperada, e ainda por cima por sofrer bullying, suas colegas aproveitam a situação para mais uma vez, humilhá-la.

    O que ninguém sabe é que Carrie tem poderes telecinéticos, e quando em descontrole emocional, eles se ativam independente de sua vontade. E isso pode ser muito perigoso.

    O livro é muito diferente das duas versões do filme. Tanto quanto à personagem quanto à história. No livro temos mais contato com as emoções, pensamentos e aflições da principal, pois temos vários pedaços narrados por vários personagens, além fragmentos de livros e notícias ficcionais para amparar e ajudar a contar a história, nos dando a sensação de que ela realmente existiu.

    Acho interessante no livro a lição contra o bullying, o perigo do fanatismo religioso e o que a falta de amor e amizade acarreta numa pessoa. O livro é bem curto, e de uma leitura fácil e rápida. Recomendo!

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2 comentários:

  1. Finalmente um livro em que posso comentar, deverias ler mais King. Ele é um mestre e apesar de trabalhar mais com o gênero 'terror/suspense' ele tem livros que caminham entre o drama e a aventura, sem passar necessáriamente pelo suspense. Fora que a linguagem dele é completamente envolvente e descritiva. Muitas vezes me sindo no ambiente em que ele descreve, tamanho é o dom para contar histórias.

    Inicialmente, para falar de Carrie é preciso dizer que este é o primeiro livro oficial de King. Ele já escrevia lá pela faculdade, quando começou o esboço da sua obra prima Dark Tower, entretanto eram capítulos soltos que saiam em revistas de ficção científica. Foi o primeiro 'esboço' de livro que ele escreveu quando formado e poliu, porém quando terminou releu e achou ruim. Desta forma o protótipo do livro foi parar no lixo, meio difícil de acreditar. Acho que King devia se cobrar demais. Foi sua esposa, Tabitha, quem pegou do lixo, leu e viu o quanto a história era boa. Ela então levou a uma editora e foi assim que King começou o caminho que o levou ao renome de hoje.

    Como mencionado pela blogueira, é um livro curto que se lê em algumas horas. Mas o que prende é que ele é todo recortado de coisas que o fazem tornar-se real como boletins da polícia e partes de diários. King consegue te centrar na história como se você tivesse lendo a investigação de um caso que aconteceu há algum tempo.

    King tinha um longo caminho pela frente quando terminou Carrie, mas também já mostrava alí o talento que tinha. Fora a abordagem de temas polêmicos e que criticam alguns maus costumes da vida social. Infelizmente o livro chegou a ser proibido em escolas em alguns países por conta do tema central.

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  2. esse eu só vi o filme q gostei muito. beijos, pedrita

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