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Prodigy

ATENÇÃO: Esse livro é o segundo volume da trilogia Legend, cujo primeiro é Legend (resenha aqui), e essa resenha contém spoilers do livro anterior.

Autora: Marie Lu
Editora: Rocco

   Em Prodigy, encontramos June e Day onde estavam quando Legend acabou: indo de trem para Las Vegas. Depois de fugir de sua execução, Day está sem muitas opções, principalmente agora que June também é procurada pelo governo. Os dois então partem à procura dos Patriotas, o grupo rebelde da República, em busca de cura para Day e auxílio para encontrar seu irmão mais novo, Éden, que se encontra em poder do governo.

   Quando conseguem chegar ao destino, uma coisa inesperada acontece: o Primeiro Eleitor morre. Em um encontro com os Patriotas, eles recebem uma oferta: a ajuda necessária em troca da afiliação dos dois ao grupo e da execução de uma missão: matar o novo Primeiro Eleitor, Anden, o filho do antigo líder. Nesse processo os dois descobrem que nem tudo é o que parece, e que muitas escolhas são difíceis de se fazer.

   Estava muito animada para ler Prodigy, pois gostei muito de Legend, o primeiro livro da série. Começamos o livro com um Day um pouco mais amargo e desconfiado, o que é compreensível. June, por outro lado, apesar de carregar uma enorme culpa pelo que aconteceu no passado, continua decidida e muito forte.

   Fiquei um pouco entediada com o começo do livro, e várias atitudes do Day me irritaram, mas depois de um tempo o livro pegou um ritmo bom e eu me vi ansiosa para saber como terminaria. Uma coisa que me decepcionou muito é a quantidade de clichês. Para o leitor que esteja lendo outras séries distópicas atuais, talvez seja uma boa dar um tempo antes de ler essa, pois tem vários pontos em comum. Não vou discorrer quais são pois teria que dar vários spoilers, mas esperava algo diferente dessa história. Apesar de já ter alguns clichês no primeiro, não esperava tantos no segundo.

   Uma coisa boa nesse livro foi o aprofundamento em alguns personagens secundários, o que me deixou mais interessada na história em saber mais sobre eles. Espero ter boas surpresas em relação a eles em Champion.

   Já tenho o terceiro livro comigo, e espero conseguir lê-lo em breve, apesar de estar um pouco desanimada. Espero que a autora consiga trazer um bom final à história, mas que seja principalmente condizente com o que foi construído até agora. E vocês, estão lendo? Gostaram desse volume? Não esqueçam de comentar!

Esse livro faz parte do Desafio Literário Skoob 2015, referente ao mês de Janeiro,
e do 2015 Reading Challenge, na categoria "Um livro cujo é título é apenas uma palavra".


Boa leitura!

As vantagens de ser invisível

"Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."


Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco

   Por meio de cartas que Charlie envia para alguém não definido, ele conta sua história e o que acontece na sua vida em um período de aproximadamente um ano. Charlie está começando o Ensino Médio e está nervoso com isso. Sem amigos, vai começar um dos ciclos mais difíceis para um adolescente. Seus problemas do passado o perturbam, mas ele também tem seus bons momentos.

   Um tempo depois de um começo não muito agradável, ele conhece Patrick, e por ele, sua irmã  Sam, sendo eles veteranos. Os dois são totalmente diferentes das pessoas que Charlie está acostumado a ter em sua vida. Imprevisíveis, animados, e com um certo nível de problemas também.

   Charlie enfrenta alguns problemas em casa. Sua mãe, uma mulher que é ao mesmo tempo doce e  quieta, seu pai, um homem sério e atencioso, mas não muito afetuoso, e sua irmã e irmão que quase não falam com ele, o fazem ser mais isolado ainda. Sua Tia Helen, a pessoa da família com quem ele melhor se dava, morreu quando ele era criança.

   Viajamos nas cartas em um mundo totalmente emocional e descontrolado. O livro tem boa cadência, mas Charlie claramente é uma pessoa extremamente pensativa, e se perde nos pensamentos até mesmo na escrita. Lidamos com alguns fatos desconhecidos e misteriosos em sua vida que são revelados durante a leitura, nos instigando a continuar.

   O livro é muito doce, e Charlie é o típico adolescente tímido e perdido. Gosta muito de acompanhar o mundo, observando tudo, e é extremamente perceptivo. Apesar de ser em primeira pessoa, não achei que deixasse nada a desejar. Apesar de quieto, Charlie é inteligente e nos dá várias dicas de leitura, citando os livros que está lendo no momento, e de música, com as músicas que tocavam em determinado momento de seu relato.

    Fiquei imersa na leitura e acabei não lendo tão rápido quanto gostaria durante a semana, então terminei hoje e acabei vendo o filme em seguida. Para quem não conhece, os personagens estão retratados acima, pois a capa do livro é a capa do filme. Emma Watson interpreta Sam, e confesso que só estava interessada no filme por esse motivo. Não conhecia a história direito, mas resolvi ler o livro antes de assistir a história.

   Gostei muito do filme. Ezra Miller, que interpreta Patrick, conseguiu desenvolver perfeitamente o papel, trazendo toda a emoção do personagem à tela. Emma Watson está perfeita como Sam (apesar de que não posso falar muito por ser suspeita nesse assunto, adoro a Emma), e temos outros ótimos atores. Imaginei Charlie diferente do ator que o representou, mesmo já tendo visto o trailer antes de ler, mas não tenho nada a reclamar.

   Acabei ouvindo a trilha sonora enquanto escrevo a resenha e recomendo que o leitor faça as três coisas. O livro, o filme e a trilha sonora são ótimos. Fico chateada de não ter ido ver no cinema, só passou em uma sala aqui no Rio e o horário não dava para ir. O livro é muito profundo e a história é complexa, apaixonante. Me apaixonei por várias frases do livro, e estou colocando algumas das que gostei mais na página do blog no facebook para quem estiver curioso (pode ficar tranquilo, não tem spoiler!).


A Esperança


ATENÇÃO: Essa resenha fala sobre o último livro da trilogia "Jogos Vorazes", então se você não leu os outros dois (Jogos Vorazes e Em Chamas), recomendo que não leia esta resenha, pois terá spoilers.


Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco

   E aqui estamos, na reta final. A revolução chegou, e não há volta. Katniss escapou novamente dos Jogos Vorazes, mas Peeta ficou para trás, preso na Capital. O Distrito 12 deixou de existir, bombardeado pela Capital, poucas pessoas restaram, e só a Aldeia dos Vitoriosos se encontra de pé. Ela acorda no Distrito 13, antes conhecido como um o distrito destruído, e que acabou sendo que na verdade um distrito que conseguiu fugir das garras da Capital e sobrevivia à duras penas no subterrâneo.

   Katniss foi resgatada para ser o Tordo, o rosto e o incentivo para os distritos finalmente se libertarem da Capital e se rebelarem junto ao 13. Entretanto, a coisa não é tão fácil quanto parece. Katniss permanece dividida entre seguir essa função, a preocupação com a vida de todos que ama e a desconfiança perante à presidente Corin, líder dos rebeldes.

   Aceitando sua missão, Katniss passa a visitar os distritos e ver a destruição que a revolta causou neles. Milhares de pessoas mortas, doentes, feridas, e uma devastação desoladora. Com sua impulsividade ela consegue o que ninguém consegue num estúdio, a raiva e a força para  incentivar a população. Mas muito tem a acontecer ainda. Katniss percebe que mais uma vez está presa numa situação em que nem tudo está sendo contado para ela, e esse sentimento de que está sendo novamente usada a faz repensar muita coisa.

   O livro gira em torno de muitos assuntos dolorosos e reflexivos para todos nós. Até que ponto uma guerra, um ataque, é aceitável? Até que ponto pode se fazer uso da força, e o pior de tudo, o que há realmente por trás das causas que lutamos?

    O término do livro foi doloroso por muitos mais motivos do que só o término de uma história, e apesar de muitas vezes ter ficado com raiva da passividade e da impulsividade de Katniss, no fundo temos que ver que é somente uma menina, que teve que amadurecer e passar por coisas inimagináveis até a idade apresentada no final, e que sofre muito mais abalos mentais que possamos um dia sofrer.

   Deixo aqui um convite não só para a leitura da série, mas também para refletir nas atitudes e no que o livro realmente debate pois, ao meu ver, esse livro só se encaixa num público juvenil para que se possa ter a esperança de um povo com mais humanidade.

"Bem no fundo da campina, embaixo do salgueiro
Um leito de grama, um macio e verde travesseiro
Deite a cabeça e feche esses olhos cansados
E quando eles se abrirem, o sol já estará alto nos prados.

Aqui é seguro, aqui é um abrigo
Aqui as margaridas lhe protegem de todo perigo
Aqui seus sonhos são doces e amanhã serão lei
Aqui é o local onde eu sempre lhe amarei."


O Mistério da Estrela - Stardust

"Era uma vez um rapaz que queria realizar o Desejo de seu Coração".


Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco

   É assim que começa essa bela história. Eu já vi o filme Stardust umas cinco vezes, e gosto muito dele, então sempre tive curiosidade para ler o livro mas acabava me prendendo em outros que também eram interessantes.

   Consegui terminar a leitura, e o livro é completamente diferente do filme. Continuo amando o filme, mas sinto aquela sensação de ter visto duas histórias diferentes. O foco principal ainda está lá, a busca da Estrela para poder dá-la à Victoria, a viagem por outro mundo, a mudança do personagem principal. Mas o desenvolvimento, construção e características de praticamente todos os personagens é bem diferente.

   O livro se passa em Muralha, um vilarejo na Inglaterra que faz divisa com um mundo mágico através de uma muralha gigantesca que tem apenas uma pequena passagem entre os dois. Existem guardas para impedir que as pessoas cruzem essa passagem, e a interação entre os dois mundos acontece apenas em um dia especial, onde ocorre uma feira. O personagem Dunstan Thorn inicia a história, e seu filho Tristran a protagoniza.

   Tristran é um jovem de aparência diferente da dos demais (uma de suas orelhas é quase pontuda) e diz coisas estranhas às vezes. Quando cresce se apaixona pela mais bela moça do lugar, Victoria, e esse seu amor o leva a prometer algo que é dado como impossível. Numa bela noite estão os dois conversando e uma estrela cadente aparece no céu. Tristran, no meio de promessas de amor, lhe diz que pegaria aquela estrela para ela e, em troca, Victoria lhe daria seu desejo quando ele retornasse, mesmo que fosse sua mão em casamento. Incentivado por essa promessa, Tristran se despede de seus pais e de uma forma misteriosa consegue atravessar a passagem, começando assim suas aventuras.

   Vou parar por aqui para não entregar a história, mas esta é apaixonante. A descrição da Terra Encantada é bem detalhada e nos carrega para um mundo complexo, mutante, que traz inúmeras surpresas, e é essa sensação que Tristran traz no desenvolvimento da história.

   É um livro curto, fácil de ler, com capítulos pequenos e bem divididos. A história pode ser lida por todas as idades, acredito que cativaria qualquer uma delas. Já havia lido Coraline, outro livro do autor, e acho incrível a forma como ele consegue criar e descrever esses mundos tão diferentes. Trazer um pouco de mágica, aventura e amor para nossas vidas é sempre benigno. 

Em Chamas


Antes de tudo: Esse livro é o segundo da trilogia "Jogos Vorazes", então para quem não leu o primeiro recomendo que não leia esse post, pois terá spoilers.


Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco

"Tique-taque"

   Terminamos o primeiro livro "Jogos Vorazes" sabendo que Peeta e Katniss escaparam dos Jogos com uma estratégia que pode acarretar em sérias consequências. Nem todos se convenceram com o amor dos dois, e o modo como se salvaram foi interpretado como uma rebeldia. E todos sabemos o que a rebeldia anterior causou aos distritos.

    Meses depois, Peeta e Katniss estão morando na Aldeia dos Vitoriosos e precisam voltar à Capital para a Turnê da Vitória, um evento em que o vitorioso, nesse caso os dois, viajam para cada distrito e para a Capital para uma "comemoração" e rememorar a morte dos tributos. Uma viagem cansativa e dolorosa para todos. Katniss então é informada que ela precisa ajudar a apagar a fagulha que a ação dela causou no final dos jogos, evitando uma revolução e a morte de seus entes queridos.

   Entretanto, Katniss e Peeta estão afastados desde que ele descobriu que ela não o amava e estava usando o amor como uma estratégia traçada junto com seu mentor para sobreviver, o que torna sua missão de parecer loucamente apaixonada muito mais difícil. Durante a Turnê, uma pequena revolta acontece no distrito 11, o que leva a um aumento de segurança no distrito 12 e em todos os outros.

   Nesse ano, acontece o Massacre Quaternário dos 75 anos, uma versão especial dos Jogos Vorazes que acontece a cada 25 anos com condições especiais. No primeiro, os moradores de cada distrito tiveram que votar nas crianças que seriam sacrificadas, no segundo, o número de tributos dobrou. E fica pairando o medo de qual será a surpresa que o terceiro trará. 

   O livro traz um clima mais sombrio do que o primeiro, pois há o medo de castigo para os familiares e amigos, o desafio de tentar agradar a Capital para salvar inclusive a própria vida, e todo o questionamento da validade de uma revolta. Será que valeria a pena?

    Ele nos traz mais perto para a face mais cruel da Capital, a falta de humanidade e a covardia em muitos aspectos, e traz grandes reviravoltas na história, algumas que não ficaram óbvias na história. Mostra quanto o psicológico dos personagens foi afetado pelos jogos, e o quanto eles mudaram por causa disso. Katniss se mostra mais amadurecida, enfrentando a situação com a confusão e a desconfiança que marcam a personagem. É um livro de muitas emoções e que devorei de um dia para outro.

   Para quem gostou do primeiro, é um prato cheio, e para quem sentiu falta de ação e suspense, um banquete.



Jogos Vorazes


Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco

   Bom, o filme foi lançado faz um tempo, meu namorado já leu a trilogia, e aproveitando uma promoção na Submarino, comprei os três livros.

   O livro me chamou a atenção. Só por isso já ganhou pontos. Eu tinha começado a ler antes, mas estava com outros no começo da lista, e acabei não continuando. Curiosamente desta vez, eu não estou conseguindo parar. Li o primeiro em dois dias, já estou lendo o segundo, e doida para ver o final da história.

   O livro se passa numa época futurística, em que a América do Norte acabou e se formou uma grande nação no seu lugar chamada Panem, formada por 13 distritos e a Capital, que comanda todos eles. Em uma revolução o 13° foi esmagado, e uma regra foi criada. Todo ano, cada distrito deveria enviar dois jovens, entre 12 e 18 anos, escolhidos por sorteio, para participar dos Jogos Vorazes, onde esses 24 jovens seriam confinados em uma arena, onde eles devem se matar até sobrar um vitorioso, para relembrar que eles não deveriam se rebelar novamente.

   A personagem principal, Katniss, mora com a mãe e a irmã Prim, de 12 anos, no distrito 12, o mais pobre. Elas sobrevivem muito parcamente, mas conseguem se manter. No sorteio, sua irmã mais nova é escolhida, e Katniss resolve se voluntariar no seu lugar. Assim ela é mandada à Capital junto com Peeta, um rapaz que no passado ajudou sua família. Ela ganhando, traz fama, fortuna, e dinheiro para viver confortavelmente o resto da vida. Perdendo, ela morre e prejudica mais ainda a vida de sua família.

   Achei a personagem principal Katniss, um pouco chata e confusa, e suas reações são muito exageradas. Isso dá um tom um tanto raivoso na hora da leitura, pois o livro é narrado por seus pensamentos, então muitas vezes me vi tendo raiva dela.

   A história é cativante, e dá para sentir que tem algo mais por trás de todo aquele mundo rico e desmiolado da Capital e daquele jogo cruel, o que faz com que queiramos ler os próximos para descobrir. A leitura é fácil, então passa voando e é uma boa pedida para quem gosta de entreterimento e uma pontada de mistério.

   O filme ficou muito parecido e achei bem fiel ao livro, com poucas modificações. Mas recomendo que seja visto depois da leitura, porque pessoalmente, gosto de imaginar os personagens e muitos imaginei totalmente diferentes.

Recomendo!
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