A Mulher De Preto



Autora: Susan Hill
Editora: Record

   Assisti ao filme porque o Daniel Radcliffe ia aparecer, admito. Sou uma grande fã de Harry Potter e estava curiosa para ver como seria sua atuação em um filme diferente. A história não chamou muita atenção, mas dei uma chance. Acabei lendo o livro, no qual o filme se baseou, agora em janeiro.
 
   A história se passa na Inglaterra, com o jovem advogado Arthur Kipps, que é mandado ao interior do país, para cuidar dos papéis que uma cliente idosa e recentemente falecida, que morava isolada numa mansão, onde metade do dia fica inacessível pois a maré sobe e a casa fica ilhada.
 
   A premissa é interessante, pois ele começa a ver uma mulher vestida de preto, sobre a qual ninguém da cidade quer falar, e os moradores locais parecem muito dispostos a encorajá-lo a voltar para Londres. Entretanto, ao contrário do filme, o livro é demasiadamente parado, a história é muito entediante, e tão passável, que não consegue se manter em minha memória. 

   No filme colocaram a mulher como um ser diabólico que aparece para causar uma tragédia (não falarei sobre para não estragar a história para quem ficar interessado, mas na verdade é muito óbvio, e a revelação do mistério parece piada), e existem várias cenas chocantes que chamam a atenção e ficam presas na cabeça, entretanto, no livro, ela é um ser mais sutil, que causa o mau de uma forma mais implícita, e muito mais silenciosa.

   O interessante é ver a discrepância entre os personagens do livro e do filme. O do filme é um jovem viúvo, com um filho pequeno, que acaba nessa viagem numa situação obrigatória, pois dá a entender que o personagem estava tendo um desempenho pequeno no trabalho, e precisava se esforçar mais, com a penalidade de perder o emprego se não aceitasse. É uma pessoa calada, instropectiva e atormentada. No livro, pelo contrário, é um jovem ambicioso, noivo de uma bela mulher, e aceita o trabalho com a esperança de crescer mais ainda na firma e se tornar futuramente sócio, dando assim um futuro melhor para sua noiva. Os dois são céticos quanto a situação que estão passando, e muito determinados a resolvê-la.
 
   O final do livro e do filme também são muito diferentes, e eu confesso que gosto mais do final do filme.

   No fundo, a história é de puro suspense, e o filme nos traz muito mais angústia do que o livro. Não considero nenhum dos dois como terror, mas o filme consegue trazer mais sustos. Considero a história fraca, conseguimos entender as explicações que a autora nos passa, mas elas não nos envolvem e não nos ajudam a crer na história. É uma daquelas em que você fica sem resolução.

   Existe um outro filme, anterior a esse, que não assisti, e o final é diferente também, pelo pedaço que puder ver no youtube.

   Se estiver procurando uma história de terror, não recomendo. É um livro pequeno, então se a curiosidade falar mais alto, não é muito tempo a se perder.

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Obs: Aparentemente será lançado um outro filme, com um casal sendo assombrado pela mesma mulher, na mansão.
http://www.imdb.com/title/tt2339741/

No original:

Em 2012:

A Seleção


Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte

    Terminei a leitura de "A Seleção" durante a madrugada simplesmente porque não conseguia parar de ler. Comecei o livro durante a tarde, estava sem nada para fazer e fazia um tempo este livro estava separado, por ter achado a sinopse interessante.
    
   O livro começa de um modo um pouco enfadonho, com a descrição dos personagens e da situação vivida por eles, mas superando essa parte, o livro é engraçado e intrigante. Ficaram faltando informações que eu gostaria de obter sobre algumas coisas na história, e me deixou mais ansiosa ainda saber que a sequência "A Elite", só sairá em abril de 2013 nos EUA, segundo o site da autora. 
   
   O livro conta a história de America, uma menina que mora em Ilhéa, um país jovem , num cenário pós Quarta Guerra Mundial, onde o mundo ainda vive com muitas guerras e o país é atacado por movimentos rebeldes contra o Governo. O país é dividido em oito castas. A casta número um é a da realeza. America pertence a casta Cinco, uma casta pobre que sobrevive através de arte, tanto através de música quanto da pintura, escultura, e etc. O príncipe herdeiro, Maxon está em idade de se casar, e no país existe a tradição de um concurso, chamado "A Seleção" em que 35 garotas, entre 16 e 20 anos e de qualquer casta, podem se inscrever para participar, sendo uma de cada província, e a ganhadora fica com o cargo de esposa de Maxon e rainha de Ilhéa.
  
   Considero um livro de leitura rápida, inclusive pelo interesse de saber o que será da personagem e do final do concurso, mas também porque a linguagem não é rebuscada, achei bem simples. O livro diverte, e traz ansiedade em algumas partes, e a história instiga de alguma maneira. A única coisa que me incomodou um pouco foi alguns clichês e o sentimento de que já sei aonde a história vai dar, mas espero que o próximo livro me surpreenda. 

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   Recomendado!
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